Prazo de cobrança de IOF volta a ser dois anos
Instituições não estão fechadas para empresas e bancos
Nível de consumo e crédito é sustentável, diz Mantega
Mantega: governo mudou IOF porque não há mais excesso de liquidez no mercado
14/06/2012 - 12h01
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que a medida que isentou do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) empréstimos no exterior com prazos acima de dois anos foi tomada porque não há mais excesso de liquidez (recursos) no mercado. Decreto publicado na edição de hoje (14) do Diário Oficial da União reduziu o prazo de cobrança do IOF de 6% para empréstimos de cinco para dois anos.
“A medida tinha sido adotada no momento em que existia muita liquidez
no mercado e estava entrando muito recurso estrangeiro por intermédio
desse mecanismo”, disse Mantega.
Segundo o ministro, os bancos brasileiros estavam tomando muito crédito
no exterior e “irrigando” a economia doméstica com o excesso de
recursos. Nesse período, o dólar registrou acentuada queda e o real
estava sempre em alta.
“Agora, julgamos que esse excesso de liquidez terminou e nós estamos
abrindo a possibilidade para que os bancos e as empresas brasileiras
voltem a tomar empréstimos no exterior sem essa taxa de IOF”, destacou.
O ministro informou ainda que a medida irá reduzir o custo do crédito e
aumentar a oferta de recursos no país, já que o prazo para isenção do
IOF passou a ser acima de dois anos.
“Fundamentalmente [é] uma medida de liquidez e aumento da
disponibilidade financeira para as instituições e empresas brasileiras”,
avaliou.
Edição: Juliana Andrade COPIADO : http://agenciabrasil.ebc.com.br
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