Síria
ONU diz que falta 'vontade' de ambos os lados para a paz
Segundo general, o trabalho de verificar cessar-fogo é limitado pela violência
Entenda o caso
- • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
- • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
- • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.
"A violência se intensificou nos últimos dias, e com isso aumentam os riscos para nossos observadores. A escalada de violência limita nossa capacidade de observar e verificar a situação", disse Mood à imprensa, seis semanas depois do início da missão, no dia 29 de abril. Ele acrescentou que as disputas também dificultam sua tentativa de comprometer as partes com o diálogo.
Em entrevista coletiva em Damasco, Mood lembrou que, no início da missão de observação, percebia-se uma diminuição da violência entre regime e rebeldes, que agora volta a se intensificar. Ele pede "vontade" de ambas as partes e alerta para perdas para todos os lados e riscos significativos para os observadores.
Diplomacia - O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, disse nesta sexta-feira que Paris está estudando o envio de equipamentos de comunicação aos rebeldes sírios e que negocia com a Rússia, principal aliado de Bashar Assad, para encontrar uma solução oara o conflito.
Em declarações à rádio France Inter, o ministro francês assinalou que a única alternativa à solução diplomática passa por uma "vitória clara" da oposição, pelo que destacou a importância de ajudá-la. Fabius indicou que não serão enviadas armas que possam piorar o conflito, mas não descartou a entrega de equipamentos de comunicação, como já fizeram os Estados Unidos.
O ministro indicou que a oposição a Assad está crescendo no país. No plano diplomático, Fabius assinalou que estão sendo feitos contatos com Moscou. "Os russos, que até agora estavam muito ligados a Bashar Assad, veem por si mesmos que é um tirano e um assassino", disse o ministro. Para Fabius, o principal tema de negociação com Moscou é quem seria o substituto de Assad.
Divergência - Por outro lado, o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, negou que seu país esteja falando com o Ocidente sobre a sucessão de Assad. "Negociações desse tipo não estão sendo realizadas e não podem ocorrer. Isso está em contradição total com nossa posição", afirmou o chefe da diplomacia russa em uma coletiva de imprensa. Até agora, Rússia e China se opuseram no Conselho de Segurança a qualquer ação do conjunto da comunidade internacional contra o regime sírio.
A Rússia também afirmou que não realizou nenhuma entrega de helicópteros de combate à Síria, dizendo só ter reparado aeronaves que foram fornecidas anteriormente, reagindo às inquietações demonstradas pelos Estados Unidos. "Não há nenhuma nova entrega de helicópteros de ataque russos à Síria", declarou o ministério das Relações Exteriores em um comunicado, acrescentando que, anteriormente, Moscou havia "realizado reparos habituais de aeronaves fornecidas à Síria há anos".
(Com agência France-Presse) COPIADO : http://veja.abril.com.br/
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