EUA: quebra de códigos revelada por Snowden 'não é novidade'

06/09/2013 - 21:41

EUA: quebra de códigos revelada por Snowden 'não é novidade'

Washington (AFP)
Os vazamentos de informações que revelaram como os espiões americanos decodificaram as comunicações eletrônicas não são novidade, porque quebrar os códigos é parte de seu trabalho, sustentou o órgão diretor da inteligência americana nesta sexta-feira.
"Embora os detalhes de como nossas agências de inteligência realizam esta missão 'cryptanalytic' (análises de códigos) tenham sido mantidos em segredo, o fato de que a missão da NSA (Agência de Segurança Nacional) inclui decifrar as comunicações codificadas não é um segredo, e não é notícia", disse o Gabinete do Diretor Nacional de Inteligência (ODNI) em um comunicado.
"Quase não deveria surpreender o fato de nossas agências de inteligência buscarem maneiras de contrabalançar o uso de códigos por parte de nossos adversários", afirmou o ODNI.
Mas as revelações aos jornais acerca de como a NSA, junto com os serviços de espionagem britânicos, decifraram os dados sob codificação poderiam ajudar os inimigos dos Estados Unidos, indicou o organismo.
"Ao longo da história, as nações utilizaram a criptografia para proteger seus segredos, e hoje em dias os terroristas, os criminosos cibernéticos, traficantes de humanos e outros também utilizam códigos para ocultar suas atividades", destacou a ODNI.
"Nossa comunidade de inteligência não estaria fazendo seu trabalho se não tentássemos contrabalançar isso", disse o Gabinete.
O ODNI sustentou que o site da NSA inclui a criptografia ao descrever sua missão.
A declaração foi feita um dia após as últimas revelações acerca do alcance da vigilância eletrônica americana, a partir do vazamento de documentos secretos pelo ex-consultor da inteligência dos Estados Unidos, Edward Snowden.
Documentos entregues por Snowden ao The Guardian, ao The New York Times e ao ProPublica indicam que os Estados Unidos e as agências de inteligência britânicas violavam os códigos supostamente seguros utilizados para proteger e-mails de cidadãos, transações bancárias e conversas telefônicas em território americano e em outros países.  COPIADO http://www.afp.com/

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