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Grécia: Credores voltam a pressionar Tsipras para apresentar soluções

Grécia: Credores voltam a pressionar Tsipras para apresentar soluções


No final do encontro de alto nível para discutir as propostas enviadas aos credores, o impasse manteve-se: não há acordo com Atenas.
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    Grécia: Credores voltam a pressionar Tsipras para apresentar soluções

    por João Francisco Guerreiro, em Bruxelas  
    Grécia: Credores voltam a pressionar Tsipras para apresentar soluções
    Fotografia © REUTERS
    No final do encontro de alto nível para discutir as propostas enviadas aos credores, o impasse manteve-se: não há acordo com Atenas.
    O primeiro-ministro grego voltou ontem a ser pressionado pelos credores para que "rapidamente" encontre soluções que permitam um entendimento. No final do encontro de alto nível para discutir as propostas enviadas aos credores, há dois dias, o impasse manteve-se, sem acordo.
    Alexis Tsipras saiu da reunião convicto de que todos estão de acordo para encontrar "soluções viáveis" que permitam "colocar a Grécia no rumo do crescimento e criar empregos". Mas o que as negociações têm demostrado é que o que é viável para o governo grego tende a ser inviável para os credores, e vice-versa. Por isso, o impasse mantém-se com a falta de acordo entre Atenas e os credores em dois dossiers principais. O objectivo do superávit primário, que o comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici queria que fosse fechado esta semana, continua a ser um ponto de discórdia.
    O governo grego quer fixar o superávit primário em 0,75% do PIB, embora ontem tenham surgido notícias a dar conta de que o governo estaria disposto a ceder às exigências dos credores para 1%. Mas fontes de Atenas desmentiram tal possibilidade, mantendo-se a falta de acordo.
    O outro dossier que continua a inviabilizar um acordo são os cortes nas pensões que governo do Syriza se recusa a aplicar na Grécia. Em cima da mesa voltou a estar a possibilidade da extensão do programa por mais nove meses, até Março do próximo ano. Atenas aceita esta opção com a condição de que o Mecanismo Europeu de Estabilidade possa ser utilizado para o pagamento dos empréstimos do BCE.
    Ontem, o presidente francês, François Hollande pediu a Atenas que "não deixe resvalar" as coisas, referindo-se ao tempo gasto sem acordo à vista. "Temos de ser rápidos. Não podemos deixar as coisas resvalarem", disse o presidente francês François Hollande já em Bruxelas, onde se deslocou para participar na cimeira europeia com a América Latina.
    Já a chanceler alemã, Angela Merkel afirmou que para resolver a crise da Grécia basta "querer". E, "querer é poder" disse a chefe do governo alemão. Merkel alertou ainda para a urgência de um acordo, dizendo que "cada dia conta".
    Atenas tem cerca de três semanas até o prazo do resgate actual expirar e tem antes disso que fechar um acordo com os credores, para solucionar problemas de liquidez. Ainda este mês, a Grécia têm de devolver 1600 milhões de euros ao FMI, que resultam da aglutinação de todas as devoluções de junho. "Para um impulso final, do ponto de vista da Comissão, a bola está claramente do lado do governo grego, o que significa que é preciso dar continuidade ao acordo do encontro com o presidente Juncker, na quarta-feira à noite", afirmou o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas.



     copiado  http://www.dn.pt/inicio/globo

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