Haddad diz que encaminhará reformas tributária e bancária ao Congresso no 1º mês de governo. PGR denuncia ministro do TCU por tráfico de influência envolvendo Angra 3

Haddad diz que encaminhará reformas tributária e bancária ao Congresso no 1º mês de governo

(Reuters) - O presidenciável do PT, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira que, caso eleito, encaminhará já no primeiro mês de governo as reformas tributária e bancária ao Congresso.
Haddad durante reunião em São Paulo 09/10/2018 REUTERS/Amanda Perobelli
“Vão ser duas reformas que no primeiro mês do nosso governo vamos encaminhar ao Congresso Nacional e queremos aprovar no primeiro semestre do ano que vem”, disse Haddad em entrevista a rádios do Nordeste.
Entre outros pontos, o candidato propõe a isenção do Imposto de Renda para pessoas com renda até cinco salários mínimos e um aumento da alíquota para ricos. O PT defende também uma tributação direta sobre lucros e dividendos.
Haddad também deseja que o setor bancário seja reformado, sugerindo a implementação de uma tributação progressiva sobre bancos, com alíquotas menores para os que oferecerem crédito mais barato. [nL2N1WL0JO]
Durante a entrevista, o candidato também disse que o caminho para propor a reforma da Previdência é através do diálogo com os servidores, e não através da reforma submetida pelo presidente Michel Temer.
“Temos que fazer o que fizemos em 2003 e 2012. Sentamos com servidores e dialogamos com servidores para repactuar a Previdência para que todo mundo possa receber o seu direito, mas de forma sustentável”, disse Haddad, citando reformas dos governos dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
O presidenciável anunciou também que pretende utilizar 10 por cento das reservas internacionais para promover a energia eólica e solar no Nordeste, gerando energia a custo baixo.
Ao ser questionado se ampliará o programa Minha Casa Minha Vida caso eleito, o ex-ministro prometeu que, até o fim de seu governo, 2 milhões de unidades terão sido entregues e disse que usará terrenos da União para isso.
“Minha Casa Minha Vida terá 2 milhões de novas unidades nos próximos quatro anos, promessa. Mas com uma pequena diferença, vamos construir casas mais próximo da cidade, aonde tem infraestrutura e para isso, vamos usar os terrenos da União disponíveis em todas as capitais brasileiras e nas cidades de médio porte”, afirmou.

DE OLHO NO NORDESTE,

Visando garantir o apoio dos eleitores do Nordeste, tradicional reduto do PT e onde teve seu melhor desempenho no primeiro turno, Haddad fez elogios a gestões do partido e aliados em Estados e capitais da região.
“Nosso plano de desenvolvimento do Nordeste deu certo”, disse ele, citando a reeleição de Wellington Dias (Piauí), Rui Costa (Bahia), Paulo Câmara (Pernambuco) e Camilo Santana (Ceará). O único não petista citado, Câmara, fez aliança com o PT nesta eleição.
“O trabalho que nós fizemos no governo Lula deu frutos e estamos colhendo frutos até hoje apesar do governo Temer”, afirmou ele.
Haddad disse que todos os Estados do Nordeste têm algo a ensinar do ponto de vista de políticas públicas, acrescentando que incorporou alguns desses ensinamentos ao seu plano de governo.
O candidato encerrou a entrevista agradecendo pelos votos recebido na região no primeiro turno, mas pediu que o eleitor nordestino amplie a base de apoio do PT, convencendo amigos e parentes a “votar no 13 porque o Nordeste vai voltar a ser feliz de novo”.
Por Laís Martins

PGR denuncia ministro do TCU por tráfico de influência envolvendo Angra 3

Os Cedraz, junto a outras duas pessoas, são acusados de receber dinheiro da UTC Engenharia com objetivo de influenciar julgamento de processos ligados a Angra 3 que estavam no TCU, segundo nota da PGR.
O valor do contrato somava quase 3,2 bilhões de reais, que seria pago o consórcio vencedor, que tinha, por sua vez, a UTC como uma das empresas, disse a PGR.
A procuradora-geral de República, Raquel Dodge, pediu que, além da condenação, ocorra um ressarcimento dos cofres públicos em pelo menos 4,4 milhões de reais. Ela também solicitou que seja decretada a perda da função pública.
A denúncia resulta de um inquérito de 2015 após delação premiada do empresário Ricardo Pessoa ao Ministério Público Federal. O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e ficará com o relator, o ministro Edson Fachin.
Procurado pela Reuters, o TCU disse que não se pronunciará sobre a denúncia.


 
  copiado  https://br.reuters.com/
 

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