Cinquenta usinas de carvão fecharam no governo Trump nos EUA
GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos / SCOTT OLSONUsina de carvão em Romeoville, Illinois, em 1 de fevereiro de 2019
Cinquenta centrais térmicas a carvão fecharam nos Estados Unidos após a chegada ao poder do presidente Donald Trump há dois anos, informou nesta quinta-feira o Sierra Club, organização ambientalista americana.
Segundo seus registros, houve 50 fechamentos e 51 anúncios de fechamento desde que Donald Trump assumiu o cargo em janeiro de 2017. Esses dois dados são considerados separadamente porque pode levar muitos anos desde o anúncio até a conclusão.
Nesta semana, os operadores de duas dessas usinas, na Florida e em Utah, anunciaram que fecharão as portas daqui a alguns anos. Ao todo, 289 centrais estão em processo de fechamento desde 2010, o que equivale a 40% da capacidade de produção elétrica das usinas de carvão, calcula o Sierra Club.
Outras 241 não anunciaram seu fechamento.
No governo Trump apenas uma central a carvão foi aberta no Alasca, há algumas semanas, informou a ONG.
"A indústria do carvão e os operadores estão antecipando sua saída porque economicamente o carvão já não faz mais sentido", disse à AFP Jonathan Levenshus, do Sierra Club.
"As tentativas do governo Trump de salvar a indústria não estão funcionando", afirmou.
Desde 2010, a exploração do carvão ficou mais cara que a de gás natural, que vive uma forte expansão nos EUA, onde ele vem substituindo o carvão na geração de energia elétrica.
No próximo verão (boreal), o carvão seria fonte de apenas 25% da eletricidade, ante 35% em 2015. Já o gás natural aumentaria a 40%, segundo uma análise publicada nesta quinta-feira pela agência de informação energética americana (EIA).
A produção de carvão dos Estados Unidos caiu um terço desde o pico de 2008, segundo dados oficiais. Mais de metade das minas fecharam desde então.
Cofundador do Facebook propõe divisão da empresa
GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos / JUSTIN SULLIVANCofundador do Facebook propõe divisão da empresa
Um dos cofundadores do Facebook, Chris Hughes, sugeriu nesta quarta-feira a divisão da companhia em três e culpou o atual CEO, Mark Zuckerberg, de ter sacrificado a privacidade dos usuários ao priorizar os benefícios de seus "cliques".
"É hora de desmantelar o Facebook", e dividir a rede social, sua atividade original, dos aplicativos Instagram e WhatsApp, escreve Hughes, já afastado da empresa numa coluna de opinião publicada nesta quinta-feira no jornal The New York Times.
O texto é ilustrado por uma foto de Hughes e Zuckerberg bem jovens, no campus da Universidade de Harvard em 2004, ano de criação do Facebook.
Mark Zuckerberg, diz Hughes, é uma "boa pessoa". "Mas estou revoltado porque seu foco no crescimento o levou a sacrificar a segurança e a civilidade por cliques", escreve.
Por isso, sugere, "o governo deve responsabilizar o Mark".
Segundo o relato, Zuckerberg "criou um Leviatã que elimina o espírito da empresa e restringe a escolha dos consumidores", informou o agora membro do Projeto de Segurança Econômica com sede nos Estados Unidos e do Instituto Roosevelt.
A rede social americana, que nos últimos anos comprou os aplicativos Instagram e WhatsApp, tem 2,7 bilhões de usuários mensais.
No primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou um lucro de 2,43 bilhões de dólares.
Apesar do sucesso financeiro, está envolvida numa série de escândalos pelo uso indevido dos dados privados de seus usuários, o que pode lhe custar uma multa considerável por parte da Agência Federal de Regulação Comercial, a FTC, algo em torno de 3 bilhões de dólares.
Especificamente, Hughes propõe que o Instagram e WhatsApp sejam separados "em pouco tempo" do Facebook. Virando assim empresas que poderiam ter ações negociadas no mercado de valores.
"Mesmo depois dessa separação, o Facebook continuaria sendo extremadamente rentável, com bilhões para investir em novas tecnologias", afirma.
"O entorno mais competitivo só fomentaria o investimento" no setor, segundo o cofundador.
O desmantelamento, aponta Hughes, não custaria nada às autoridades americanas e ofereceria "padrões mais altos de proteção da privacidade".
Hughes também fala sobre Zuckerberg: "É um ser humano, mas é sua humanidade que faz com que seu poder, fora de controle, seja tão problemático".
Ele também lembra que apenas Zuckerberg - que controla 60% das ações - pode decidir configurar os algorítimos do Facebook para mudar o que os usuários acessam no campo de notícias ou a configuração de privacidade.
copiado https://www.afp.com/pt/

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