Venezuela teve mais de 2.000 pessoas presas por razões políticas em 2019
AFP / YURI CORTEZProtestos perto da base aérea La Carlota, Caracas, em 4 de maio de 2019
Mais de 2.000 pessoas foram detidas na Venezuela em 2019, a maioria durante protestos contra o governo - denunciou a ONG de direitos humanos Foro Penal nesta terça-feira (7).
"De 1º de janeiro até maio de 2019 foram registradas 2.014 detenções, basicamente de pessoas que protestam", declarou em entrevista coletiva Alfredo Romero, diretor da Foro Penal, organização crítica do governo de Nicolás Maduro.
Segundo Romero, mais de 800 pessoas continuam presas, incluindo vários militares.
Na terça-feira passada, o líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países, liderou uma fracassada rebelião de um reduzido grupo de militares. Maduro denunciou o movimento como uma tentativa de golpe de Estado.
De acordo com a Foro Penal, 338 civis e militares foram detidos após a rebelião. "Ficaram privadas de liberdade 82 pessoas", indicou Romero.
A Procuradoria identifica "aproximadamente 233 pessoas detidas" em relação ao levante, assim como cinco mortos durante manifestações da oposição em apoio a esse movimento e nos protestos de 1º de maio.
MP acusa ex-presidente peruano Humala e sua esposa por lavagem de dinheiro
AFP / Luka GONZALESO ex-presidente peruano Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, conversam com a imprensa na porta de casa, após serem liberados da prisão preventiva, em 30 de abril de 2018, em Lima
O Ministério Público do Peru apresentou, nesta terça-feira (7), uma acusação contra o ex-presidente Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, por suspeita de lavagem de dinheiro, no âmbito do escândalo de corrupção da construtora brasileira Odebrecht - informou um promotor.
"Estamos apresentando uma acusação formal contra o ex-presidente Ollanta Humala e sua esposa pelo suposto crime de lavagem de dinheiro no caso de corrupção da empresa Odebrecht", declarou o promotor Germán Juárez Atoche, integrante da equipe que investiga esse escândalo.
Juárez Atoche, que entregou na Sala Penal Nacional do Judiciário o documento de 1.500 páginas sobre o qual o MP apoia sua acusação, indicou que o ex-presidente e sua esposa também são acusados de "liderar uma organização criminosa para lavar dinheiro".
A Sala Penal deverá decidir se a acusação está de acordo com a lei e marcar a data do julgamento contra Humala, um militar aposentado de tendência nacionalista que governou o Peru de 2011 a 2016.
Esta é a primeira acusação contra um ex-presidente peruano pelo escândalo da Odebrecht, empresa que reconheceu ter distribuído milhões de dólares no Peru em propinas e doações ilegais de campanha.
O escândalo atinge quatro ex-presidentes peruanos, entre eles Alan García (1985-1990 e 2006-2011), que cometeu suicídio em 17 de abril, quando seria preso no âmbito desta investigação.
Humala, de 56 anos, e sua esposa, Nadine, de 42, ficaram em prisão preventiva por nove meses neste caso. Ambos são acusados de receber uma contribuição ilegal de três milhões de dólares da Odebrecht na campanha que o levou ao poder em 2011.
A ex-primeira-dama é acusada, porque o ex-chefe da Odebrecht no Peru, o brasileiro Jorge Barata, confessou aos promotores peruanos ter entregue o dinheiro a ela, pessoalmente.
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