Árabes se reúnem para votar sanções contra a Síria
27 de novembro de 2011 • 12h36
CAIRO, Egito, 27 Nov 2011 (AFP) -Os chanceleres árabes discutiam neste domingo no Cairo um projeto de sanções contra a Síria, que será submetido a uma reunião plenária para ratificá-lo com a esperança de pôr um fim na repressão da revolta contra o regime de Bashar al-Assad.
O projeto prevê o congelamento das transações comerciais com a Síria e das contas bancárias do governo nos países árabes, a suspensão de voos entre estes países e a Síria e a proibição para as autoridades sírias de viajar aos países árabes.
Caso estas sanções sejam aprovadas, serão as primeiras de tal magnitude por parte da Liga Árabe contra um de seus membros.
No entanto, Damasco parece ignorar estas reuniões, limitando-se a acusar os árabes de querer "internacionalizar" a crise na Síria, onde a repressão provocou no domingo a morte de dez civis e onde o aumento dos ataques de desertores contra o exército aumenta os temores do início de uma guerra civil.
O Comitê ministerial responsável pelo tema sírio integrado por Qatar, Egito, Sudão, Argélia e Omã iniciou negociações na tarde deste domingo, na presença do chefe da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, e do ministro saudita das Relações Exteriores, Saud al-Faisal.
A reunião deve revisar as sanções elaboradas na véspera pelos ministros árabes de Economia e Finanças, antes de submetê-las à aprovação do grupo de ministros das Relações Exteriores árabes neste mesmo dia.
Segundo um funcionário árabe que pediu para não se identificar, surgiram divergências durante a reunião. Argélia e Omã advertiram sobre "qualquer precipitação na aprovação destas sanções que teriam um impacto catastrófico para o povo, mais do que para o regime".
Já os Estados que apoiam sanções, como o Qatar, consideraram necessário ativá-las e ao mesmo tempo encontrar um mecanismo para "limitar seu impacto" sobre a população, acrescentou este funcionário.
Para serem adotadas, as sanções devem ser aprovadas por dois terços dos membros da Liga Árabe, que são agora 21, depois da suspensão da Síria.
A não ser que ocorra algum imprevisto, o texto deve ser aprovado, apesar das reticências.
As monarquias árabes do Golfo, dirigidas pela Arábia Saudita, são partidárias de uma linha dura em relação ao regime sírio, mas outros países expressaram reticências ou inclusive oposição, como Líbano, Iraque e Jordânia.
A economia síria já está afetada por sanções europeias e americanas, e medidas similares da Liga Árabe podem asfixiar a Síria, que realiza metade de suas exportações e um quarto das importações com os países árabes.
O chefe da diplomacia turca, Ahmet Davutoglu, cujo país convocou o presidente Bashar al-Assad a deixar o poder, participará da sessão plenária.
No sábado, o ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Mualem, acusou os árabes de favorecerem uma "intervenção estrangeira" na Síria, depois de sua decisão de apelar à ONU para chegar a um acordo.
Em terra, as forças de segurança mataram dez civis neste domingo, principalmente na província de Homs, segundo o Observatório sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Já o Exército sírio livre (ASL), que reivindica cerca de 20 mil desertores e cujo chefe, Riad el-Assad, está na Turquia, multiplicou os ataques contra os soldados e as forças de segurança encarregadas da repressão, deixando cerca de 50 mortos desde quinta-feira, de acordo com o OSDH.
A repressão da revolta popular iniciada em 15 de março deixou mais de 3.500 mortos e milhares de detidos, segundo a ONU.
bur/tp/fc/ma
Caso estas sanções sejam aprovadas, serão as primeiras de tal magnitude por parte da Liga Árabe contra um de seus membros.
No entanto, Damasco parece ignorar estas reuniões, limitando-se a acusar os árabes de querer "internacionalizar" a crise na Síria, onde a repressão provocou no domingo a morte de dez civis e onde o aumento dos ataques de desertores contra o exército aumenta os temores do início de uma guerra civil.
O Comitê ministerial responsável pelo tema sírio integrado por Qatar, Egito, Sudão, Argélia e Omã iniciou negociações na tarde deste domingo, na presença do chefe da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, e do ministro saudita das Relações Exteriores, Saud al-Faisal.
A reunião deve revisar as sanções elaboradas na véspera pelos ministros árabes de Economia e Finanças, antes de submetê-las à aprovação do grupo de ministros das Relações Exteriores árabes neste mesmo dia.
Segundo um funcionário árabe que pediu para não se identificar, surgiram divergências durante a reunião. Argélia e Omã advertiram sobre "qualquer precipitação na aprovação destas sanções que teriam um impacto catastrófico para o povo, mais do que para o regime".
Já os Estados que apoiam sanções, como o Qatar, consideraram necessário ativá-las e ao mesmo tempo encontrar um mecanismo para "limitar seu impacto" sobre a população, acrescentou este funcionário.
Para serem adotadas, as sanções devem ser aprovadas por dois terços dos membros da Liga Árabe, que são agora 21, depois da suspensão da Síria.
A não ser que ocorra algum imprevisto, o texto deve ser aprovado, apesar das reticências.
As monarquias árabes do Golfo, dirigidas pela Arábia Saudita, são partidárias de uma linha dura em relação ao regime sírio, mas outros países expressaram reticências ou inclusive oposição, como Líbano, Iraque e Jordânia.
A economia síria já está afetada por sanções europeias e americanas, e medidas similares da Liga Árabe podem asfixiar a Síria, que realiza metade de suas exportações e um quarto das importações com os países árabes.
O chefe da diplomacia turca, Ahmet Davutoglu, cujo país convocou o presidente Bashar al-Assad a deixar o poder, participará da sessão plenária.
No sábado, o ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Mualem, acusou os árabes de favorecerem uma "intervenção estrangeira" na Síria, depois de sua decisão de apelar à ONU para chegar a um acordo.
Em terra, as forças de segurança mataram dez civis neste domingo, principalmente na província de Homs, segundo o Observatório sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Já o Exército sírio livre (ASL), que reivindica cerca de 20 mil desertores e cujo chefe, Riad el-Assad, está na Turquia, multiplicou os ataques contra os soldados e as forças de segurança encarregadas da repressão, deixando cerca de 50 mortos desde quinta-feira, de acordo com o OSDH.
A repressão da revolta popular iniciada em 15 de março deixou mais de 3.500 mortos e milhares de detidos, segundo a ONU.
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- COPIADO : http://noticias.terra.com.br/mundo
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