Liga Árabe aprova sanções para pressionar a Síria
Novas manifestações eclodem nas ruas sírias pela queda do regime de Bashar al-Assad
- As sanções devem ser executadas imediatamente, ainda hoje - afirmou Bin Jassim, que defende a ação da Liga como uma tentativa de evitar uma intervenção ocidental, como a que aconteceu na Líbia.
As medidas incluem o corte de laços comerciais com o governo sírio, o congelamento de bens do país no exterior e a suspensão de viagens de autoridades à Síria. Além disso, as transações com o banco central sírio vão ser congeladas, mas produtos básicos dos quais depende a população do país estão fora da lista de sanções.
Nabil Elaraby, secretário-geral da Liga Árabe, acrescentou que a adoção das medidas pode ser reconsiderada se a Síria aceitar a entrada de uma missão de observadores dos direitos humanos no país e der fim à repressão violenta aos manifestantes da oposição.
No entanto, Damasco ainda não demonstrou sinais de colaboração e, antes mesmo da aprovação do documento, criticou a iniciativa da liga descrevendo a ação como uma “traição do espírito da solidariedade árabe”.
Ainda neste domingo, aproveitando a pressão internacional, novas manifestações eclodiram nas ruas das cidades sírias de Homs e Deir Balaba, sedes do movimento de oposição no país. Outro movimento surgiu também na frente da embaixada síria na cidade de Sofia, na Bulgária. Os manifestantes exibiram bandeiras no movimento revolucionário na Síria e riscaram imagens com o rosto de Assad.
Fim do prazo
O governo sírio perdeu o prazo de sexta-feira para aceitar uma proposta da Liga Árabe de enviar observadores ao país, onde a ONU diz que 3.500 pessoas morreram durante os protestos contra o presidente Assad, que já duram oito meses. Neste sábado, segundo ativistas, pelo menos mais 24 civis foram mortos nas cidades de Homs e Qusayr, incluindo crianças.
Apesar da promessa feita pela Síria este mês de retirar o Exército das áreas urbanas e permitir a entrada dos observadores, a violência continuou, gerando represálias da Liga Árabe, uma forte censura da Turquia e a propostas da França de uma intervenção humanitária.
A Síria, governada há 41 anos pela família Assad, diz que as potências regionais ajudaram a incitar a violência, atribuída pelo governo a grupos armados que atacam civis e suas forças de segurança.
O ministro das Relações Exteriores iraquiano, Hoshyar Zebari, avisou que seu país não participaria das deliberações de domingo. O Líbano também se absteve da votação.
A economia da Síria vem sendo afetada pelos confrontos internos, agravados pelas sanções impostas pelos EUA e pela Europa contra exportações de petróleo e empresas estatais.
COPIADO : http://oglobo.globo.com/mundo/
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