Cimeira começa hoje no México
Líderes do G20 procuram soluções para a crise na UE
por LusaHoje
Fotografia © REUTERS/Mariana Bazo
Os líderes do G20 iniciam hoje uma cimeira de dois dias em Los Cabos, na
costa pacífica do México, que será dominada pela crise das dívidas
soberanas na zona euro.
A agenda oficial do grupo das
20 principais economias do mundo (as potências industrializadas do G7,
doze grandes nações emergentes e a União Europeia) é o crescimento a
nível global. A situação europeia será, contudo, o tema principal.
As discussões serão particularmente influenciadas pelos resultados das eleições legislativas na Grécia, que se realizaram no domingo. A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou que só partiria para Los Cabos depois de serem conhecidos os resultados em Atenas.
Já a última reunião do G20 (que se realizou em Cannes, em novembro) fora dominada pela crise do euro. Na altura, os membros do G20 comprometeram-se a reforçar o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 340 mil milhões de dólares, para ajudar a combater a crise financeira. O Presidente mexicano, Felipe Calderon, afirmou ter a expetativa de que o G20 decida aumentar o seu contributo para o Fundo.
"Prevejo que haverá uma maior capitalização" do FMI, disse Calderon no sábado, citado pela agência RIA Novosti.
Os líderes europeus - sobretudo a chanceler alemã - serão pressionados pelo resto do mundo a tomar medidas mais resolutas para combater a crise da dívida.
Segundo a agência Associated Press, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama tem dado sinais da sua impaciência perante a incapacidade da União de ultrapassar os seus problemas financeiros, e receia o impacto de uma Europa em recessão sobre a economia dos Estados Unidos.
Também a China e a Índia deverão pressionar os europeus, e sobretudo a Alemanha. "Ninguém pode escapar ileso quando o navio naufraga perante tempestades económicas. Os países dentro do navio devem ajudar-se uns aos outros", lia-se num comentário da agência oficial chinesa, Xinhua.
"Temos esperanças de que os líderes europeus atuem de forma decidida", afirmou por sua vez o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, em declarações citadas pela AP.
O Presidente francês, François Hollande, enviou uma proposta aos seus parceiros europeus para um "pacto sobre o crescimento".
Segundo o semanário francês "Journal du Dimanche", Hollande quer 120 mil milhões de euros para promover o crescimento económico e o emprego, que serão financiados sobretudo através de fundos estruturais europeus e do Banco Europeu de Investimentos. Hollande também quer propor um imposto sobre transações financeiras
As discussões serão particularmente influenciadas pelos resultados das eleições legislativas na Grécia, que se realizaram no domingo. A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou que só partiria para Los Cabos depois de serem conhecidos os resultados em Atenas.
Já a última reunião do G20 (que se realizou em Cannes, em novembro) fora dominada pela crise do euro. Na altura, os membros do G20 comprometeram-se a reforçar o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 340 mil milhões de dólares, para ajudar a combater a crise financeira. O Presidente mexicano, Felipe Calderon, afirmou ter a expetativa de que o G20 decida aumentar o seu contributo para o Fundo.
"Prevejo que haverá uma maior capitalização" do FMI, disse Calderon no sábado, citado pela agência RIA Novosti.
Os líderes europeus - sobretudo a chanceler alemã - serão pressionados pelo resto do mundo a tomar medidas mais resolutas para combater a crise da dívida.
Segundo a agência Associated Press, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama tem dado sinais da sua impaciência perante a incapacidade da União de ultrapassar os seus problemas financeiros, e receia o impacto de uma Europa em recessão sobre a economia dos Estados Unidos.
Também a China e a Índia deverão pressionar os europeus, e sobretudo a Alemanha. "Ninguém pode escapar ileso quando o navio naufraga perante tempestades económicas. Os países dentro do navio devem ajudar-se uns aos outros", lia-se num comentário da agência oficial chinesa, Xinhua.
"Temos esperanças de que os líderes europeus atuem de forma decidida", afirmou por sua vez o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, em declarações citadas pela AP.
O Presidente francês, François Hollande, enviou uma proposta aos seus parceiros europeus para um "pacto sobre o crescimento".
Segundo o semanário francês "Journal du Dimanche", Hollande quer 120 mil milhões de euros para promover o crescimento económico e o emprego, que serão financiados sobretudo através de fundos estruturais europeus e do Banco Europeu de Investimentos. Hollande também quer propor um imposto sobre transações financeiras
Embora
a crise europeia seja o tema principal, os líderes do G20 também
deverão debruçar-se sobre outras crises - nomeadamente a situação no
Egito, onde se realizaram eleições neste fim-de-semana, e a guerra civil
na Síria.
Com a escalada de violência na Síria, têm aumentado também as tensões entre países ocidentais e o Presidente russo, Vladimir Putin, devido à continuada oposição da Rússia a aprovar resoluções contra o regime de Bashar al-Assad no conselho de segurança das Nações Unidas.
copiado : http://www.dn.pt/
Com a escalada de violência na Síria, têm aumentado também as tensões entre países ocidentais e o Presidente russo, Vladimir Putin, devido à continuada oposição da Rússia a aprovar resoluções contra o regime de Bashar al-Assad no conselho de segurança das Nações Unidas.
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