14:06 - 07 de Março de 2015
José Mujica, o
popular presidente do Uruguai, um país que, sob o seu mandato,
liberalizou a marijuana e legalizou o aborto e o casamento homossexual,
falou ao Expresso sobre as medidas marcantes do mandato de um presidente
que se distingue pela sua simplicidade.
Mundo
Reuters
14:06 - 07 de Março de 2015 | Por Notícias ao Minuto
José Mujica, que habituou o mundo ao seu estilo de
presidência, bem longe dos luxos, explica ao Expresso que “quis
simplesmente continuar a viver como vivia antes”, conta o homem que foi
preso quatro vezes pela ditadura militar, tendo passado, no total, quase
15 anos detido.
Para o presidente do Uruguai que em breve deixará de o ser, a liberdade, defende, “é ter tempo para gastar nas coisas que nos gratificam”, daí que se intitule um “inimigo da sociedade de consumo”.
Já sobre as medidas mais emblemáticas do seu percurso na presidência, Mujica explica que, ao contrário da legalização do aborto e do casamento homossexual, vê a liberalização da marijuana levada a cabo como uma medida de “repressão”.
E explica porquê: “se deixarmos a marijuana no mundo clandestino, estamos a dar um presente ao narcotráfico”. O plano passou por lidar com o fenómeno como se um mercado fosse, num país onde haverá cerca de 150 mil consumidores.
Por essa razão, explica, o seu governo quis “garantir uma dose e um método de compra”, adiantando que desta maneira se podem aperceber melhor de quem está a consumir de mais. A partir daí, “estamos perante um doente. Nesse caso, podemos intervir para o tratar”, afirma na entrevista ao suplemento do semanário.
copiado http://www.noticiasaominuto.com/
Para o presidente do Uruguai que em breve deixará de o ser, a liberdade, defende, “é ter tempo para gastar nas coisas que nos gratificam”, daí que se intitule um “inimigo da sociedade de consumo”.
Já sobre as medidas mais emblemáticas do seu percurso na presidência, Mujica explica que, ao contrário da legalização do aborto e do casamento homossexual, vê a liberalização da marijuana levada a cabo como uma medida de “repressão”.
E explica porquê: “se deixarmos a marijuana no mundo clandestino, estamos a dar um presente ao narcotráfico”. O plano passou por lidar com o fenómeno como se um mercado fosse, num país onde haverá cerca de 150 mil consumidores.
Por essa razão, explica, o seu governo quis “garantir uma dose e um método de compra”, adiantando que desta maneira se podem aperceber melhor de quem está a consumir de mais. A partir daí, “estamos perante um doente. Nesse caso, podemos intervir para o tratar”, afirma na entrevista ao suplemento do semanário.
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