VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
ENTREVISTA
Em entrevista à radio Super Notícia FM, o deputado federal afirma que foi procurado pelo Planalto para votar contra a admissibilidade da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República em desfavor do presidente Michel Temer
O senhor vai votar contra ou a favor da admissibilidade da denúncia por corrupção passiva conta o presidente Michel Temer?
Vou votar a favor da continuidade da investigação, da admissibilidade. O país vive um momento muito importante, um momento onde a força tarefa da Lava Jato tem feito um trabalho brilhante no país, apontando onde estão os focos de corrupção. Eu não tenho como assumir um compromisso com esse governo de ser um instrumento de obstrução de Justiça.
O senhor sofreu algum tipo de pressão? O presidente tentou liberar emenda para o senhor, assim como fez com outros, para que o senhor votasse a favor dele?
No Parlamento sempre existe uma pressão muito grande. As emendas parlamentares são uma forma de tentar convencer os deputados; assim como benefícios, como cargos no governo. Mas, no meu entendimento, eu tenho que dormir com a consciência tranquila e prestar o serviço que o país precisa neste momento, que é o da transparência. Acredito que a continuidade das investigações possa dar ao presidente Temer a chance de se defender.
O governo então ofereceu ao senhor emendas parlamentares e cargos?
É natural. Me ofereceram as emendas parlamentares, chamaram para conversar acerca de espaços no governo, mas eu não tenho condição de fazer da Câmara um balcão de negócios.
Muitos deputados federais afirmam que a bancada mineira está muito desunida. A que o senhor atribui essa desunião?
A bancada mineira historicamente, não tem fama de ser unida. Diferente da bancada, por exemplo, do Nordeste, que tem fama e é realmente muito unida, que tem as suas divergências internas, mas quando sai objetivando conquistas, ela é sempre muito unida.
E o senhor considera isso prejudicial para nós, mineiros?
Acredito que sim, já que, em todos os aspectos, e em todos os ambientes que a gente está ou trabalha, a união é fundamental para alcançar as conquistas que Minas Gerais precisa.
Para mudar essa realidade, o que o senhor acha que precisa ser feito?
O que precisa mudar é mentalidade de cada deputado. Nós precisamos aprender com a bancada do Nordeste. Entender que os interesses de Minas se sobrepõem aos interesses individuais de cada um.
O senhor é favorável às eleições diretas ou à antecipação das eleições?
Sou favorável às diretas, embora constitucionalmente isso não seja possível no momento. Eu acredito que em um momento de crise constitucional, ética e política que o país vive, a melhor forma de tratar essas questões seria deixar que a população decidisse o futuro do nosso país.
No ano passado, o sr. se reuniu com o ministro da saúde, Ricardo Barros, para tentar conseguir recursos para o hospital do Barreiro. Naquela época, o governo Temer navegava tranquilamente, de lá para cá apareceram muitas denúncias. Todos esses problemas que o governo tem vivido repercutiram na questão do hospital do Barreiro?
Acredito que não, embora esse momento tenha mudado hoje, está mais difícil para o governo, várias denúncias, o presidente denunciado, já existe um cronograma que já está de pé para a funcionamento do hospital do Barreiro. Parece que, em novembro, funcionará 76% da totalidade do hospital, 343 leitos, e, em março de 2018, o hospital funcionaria com 100% de sua capacidade. Portanto, pelo que eu entendo e sei, esse cronograma está mantido.
O sr. está com uma atuação forte contra o fechamento das companhias da Polícia Militar. Como está essa questão hoje?
São dez companhias da PM em Belo Horizonte com possibilidade de fechamento. Sou totalmente contra. O argumento do governo é a implantação de nove bases móveis comunitárias, que seriam suficientes para trazer segurança. Só que não é assim que a comunidade entende. Estive pessoalmente com o governador Pimentel e ele determinou a suspensão da retirada da companhia, nesse primeiro momento.
O senhor foi o único candidato à PBH que apoiou o prefeito Alexandre Kalil no 2° turno. Como é a sua participação na prefeitura? Já houve algum tipo de indicação de cargo?
No momento da aliança com o Kalil, não fizemos nenhum tipo de acordo de cargos na prefeitura. Só pedi a ele duas coisas: a absorção de dois pontos do meu plano de governo e uma atenção especial para a região do Barreiro. E o prefeito prontamente tem nos atendido dessa forma. Indicações de cargos na prefeitura não há. Teve algumas pessoas que são ligadas a nós, que foram realmente trabalhar na prefeitura, mas em momento nenhum foi indicação do deputado Álvaro Antônio. Vou dar um exemplo, o coordenador regional do Barreiro, que o Walmir Matos, fez um convite ao Rogério Costa, que é uma pessoa ligada a mim para ser o seu chefe de Gabinete, pois já era uma pessoa de confiança dele.
Se o prefeito Kalil for candidato ao governo de Minas, o senhor o apoiaria?
É uma tendência. Com certeza o Kalil seria uma das pessoas que eu sentaria para conversar, para ouvi-lo e haveria, sim, uma propensão em apoiá-lo.
Em uma eventual tentativa de reeleição de Pimentel, como é que o sr. e o seu partido, o PR, se posicionariam?
No meu partido, nesse momento, não tenho condição de falar. Mas, por mim, acredito que temos que colocar os dois na mesa para ver se chega em um consenso. Esse seria o modelo ideal. Governador Fernando Pimentel e Kalil são dois bons candidatos ao governo de Minas.
Nestes oito meses de mandado do prefeito Kalil, o que o sr. destacaria?
Tenho uma avaliação muito positiva da gestão do Kalil nestes oito meses, tenho sentido isso nas ruas, as pessoas têm elogiado. Na área da saúde, o prefeito realmente tem se desdobrado, a própria conquista da verba do hospital do Barreiro. A gente sabe que, nos centros de saúde de toda cidade, faltavam coisas básicas, e o prefeito tem conseguido regularizar todo o atendimento.
Como é que está a chapa do PR hoje? O senhor evitou em falar em nome do partido, tem algum problema?
Não há problema. É porque eu ainda não me reuni com a executiva estadual para debater como será o processo eleitoral em 2018. Na verdade, estamos aguardando como vai caminhar a reforma política, se vai mudar o modelo político-eleitoral, se vai ser o distritão ou se permanece o modelo proporcional. Porque, para cada modelo, existe uma estratégia diferente na construção de chapa.
Qual modelo te agrada mais?
O que me agrada mais é o distritão. Para mim, o modelo mais justo. Os mais votados, se são 53 deputados estaduais e 77 federais, que vão ocupar a cadeira.
Na votação do impeachment da presidente Dilma, o sr., a exemplo de muitos outros, dedicou aquela votação aos seus filhos. Muita gente encarou aquilo como algo negativo. O senhor faria diferente?
Existe todo um contexto em torno disso. Eu tinha feito uma viagem internacional representando a Câmara em um congresso, fiquei uma semana fora do país, fui direto para Brasília, já havia uma semana que eu estava em Brasília, ou seja, há 15 dias sem ver os meus filhos, sem ver a minha família, sem ver a minha esposa, e isso realmente mexe muito com a gente. A vida de um político, só quem está perto e conhece é que sabe. Então, naquele momento, tão importante para o país, eu não vi problema nenhum em citar os meus filhos. Até porque eu fundamentei o meu voto naquela oportunidade. Falei que analisei todo o processo, ouvi as vozes das ruas, então, se eu tivesse simplesmente me lembrado da minha família, tudo bem, mas eu fundamentei o meu voto, lembrei os meus familiares e não vi problema nenhum naquele momento.
Vou votar a favor da continuidade da investigação, da admissibilidade. O país vive um momento muito importante, um momento onde a força tarefa da Lava Jato tem feito um trabalho brilhante no país, apontando onde estão os focos de corrupção. Eu não tenho como assumir um compromisso com esse governo de ser um instrumento de obstrução de Justiça.
O senhor sofreu algum tipo de pressão? O presidente tentou liberar emenda para o senhor, assim como fez com outros, para que o senhor votasse a favor dele?
No Parlamento sempre existe uma pressão muito grande. As emendas parlamentares são uma forma de tentar convencer os deputados; assim como benefícios, como cargos no governo. Mas, no meu entendimento, eu tenho que dormir com a consciência tranquila e prestar o serviço que o país precisa neste momento, que é o da transparência. Acredito que a continuidade das investigações possa dar ao presidente Temer a chance de se defender.
O governo então ofereceu ao senhor emendas parlamentares e cargos?
É natural. Me ofereceram as emendas parlamentares, chamaram para conversar acerca de espaços no governo, mas eu não tenho condição de fazer da Câmara um balcão de negócios.
Muitos deputados federais afirmam que a bancada mineira está muito desunida. A que o senhor atribui essa desunião?
A bancada mineira historicamente, não tem fama de ser unida. Diferente da bancada, por exemplo, do Nordeste, que tem fama e é realmente muito unida, que tem as suas divergências internas, mas quando sai objetivando conquistas, ela é sempre muito unida.
E o senhor considera isso prejudicial para nós, mineiros?
Acredito que sim, já que, em todos os aspectos, e em todos os ambientes que a gente está ou trabalha, a união é fundamental para alcançar as conquistas que Minas Gerais precisa.
Para mudar essa realidade, o que o senhor acha que precisa ser feito?
O que precisa mudar é mentalidade de cada deputado. Nós precisamos aprender com a bancada do Nordeste. Entender que os interesses de Minas se sobrepõem aos interesses individuais de cada um.
O senhor é favorável às eleições diretas ou à antecipação das eleições?
Sou favorável às diretas, embora constitucionalmente isso não seja possível no momento. Eu acredito que em um momento de crise constitucional, ética e política que o país vive, a melhor forma de tratar essas questões seria deixar que a população decidisse o futuro do nosso país.
No ano passado, o sr. se reuniu com o ministro da saúde, Ricardo Barros, para tentar conseguir recursos para o hospital do Barreiro. Naquela época, o governo Temer navegava tranquilamente, de lá para cá apareceram muitas denúncias. Todos esses problemas que o governo tem vivido repercutiram na questão do hospital do Barreiro?
Acredito que não, embora esse momento tenha mudado hoje, está mais difícil para o governo, várias denúncias, o presidente denunciado, já existe um cronograma que já está de pé para a funcionamento do hospital do Barreiro. Parece que, em novembro, funcionará 76% da totalidade do hospital, 343 leitos, e, em março de 2018, o hospital funcionaria com 100% de sua capacidade. Portanto, pelo que eu entendo e sei, esse cronograma está mantido.
O sr. está com uma atuação forte contra o fechamento das companhias da Polícia Militar. Como está essa questão hoje?
São dez companhias da PM em Belo Horizonte com possibilidade de fechamento. Sou totalmente contra. O argumento do governo é a implantação de nove bases móveis comunitárias, que seriam suficientes para trazer segurança. Só que não é assim que a comunidade entende. Estive pessoalmente com o governador Pimentel e ele determinou a suspensão da retirada da companhia, nesse primeiro momento.
O senhor foi o único candidato à PBH que apoiou o prefeito Alexandre Kalil no 2° turno. Como é a sua participação na prefeitura? Já houve algum tipo de indicação de cargo?
No momento da aliança com o Kalil, não fizemos nenhum tipo de acordo de cargos na prefeitura. Só pedi a ele duas coisas: a absorção de dois pontos do meu plano de governo e uma atenção especial para a região do Barreiro. E o prefeito prontamente tem nos atendido dessa forma. Indicações de cargos na prefeitura não há. Teve algumas pessoas que são ligadas a nós, que foram realmente trabalhar na prefeitura, mas em momento nenhum foi indicação do deputado Álvaro Antônio. Vou dar um exemplo, o coordenador regional do Barreiro, que o Walmir Matos, fez um convite ao Rogério Costa, que é uma pessoa ligada a mim para ser o seu chefe de Gabinete, pois já era uma pessoa de confiança dele.
Se o prefeito Kalil for candidato ao governo de Minas, o senhor o apoiaria?
É uma tendência. Com certeza o Kalil seria uma das pessoas que eu sentaria para conversar, para ouvi-lo e haveria, sim, uma propensão em apoiá-lo.
Em uma eventual tentativa de reeleição de Pimentel, como é que o sr. e o seu partido, o PR, se posicionariam?
No meu partido, nesse momento, não tenho condição de falar. Mas, por mim, acredito que temos que colocar os dois na mesa para ver se chega em um consenso. Esse seria o modelo ideal. Governador Fernando Pimentel e Kalil são dois bons candidatos ao governo de Minas.
Nestes oito meses de mandado do prefeito Kalil, o que o sr. destacaria?
Tenho uma avaliação muito positiva da gestão do Kalil nestes oito meses, tenho sentido isso nas ruas, as pessoas têm elogiado. Na área da saúde, o prefeito realmente tem se desdobrado, a própria conquista da verba do hospital do Barreiro. A gente sabe que, nos centros de saúde de toda cidade, faltavam coisas básicas, e o prefeito tem conseguido regularizar todo o atendimento.
Como é que está a chapa do PR hoje? O senhor evitou em falar em nome do partido, tem algum problema?
Não há problema. É porque eu ainda não me reuni com a executiva estadual para debater como será o processo eleitoral em 2018. Na verdade, estamos aguardando como vai caminhar a reforma política, se vai mudar o modelo político-eleitoral, se vai ser o distritão ou se permanece o modelo proporcional. Porque, para cada modelo, existe uma estratégia diferente na construção de chapa.
Qual modelo te agrada mais?
O que me agrada mais é o distritão. Para mim, o modelo mais justo. Os mais votados, se são 53 deputados estaduais e 77 federais, que vão ocupar a cadeira.
Na votação do impeachment da presidente Dilma, o sr., a exemplo de muitos outros, dedicou aquela votação aos seus filhos. Muita gente encarou aquilo como algo negativo. O senhor faria diferente?
Existe todo um contexto em torno disso. Eu tinha feito uma viagem internacional representando a Câmara em um congresso, fiquei uma semana fora do país, fui direto para Brasília, já havia uma semana que eu estava em Brasília, ou seja, há 15 dias sem ver os meus filhos, sem ver a minha família, sem ver a minha esposa, e isso realmente mexe muito com a gente. A vida de um político, só quem está perto e conhece é que sabe. Então, naquele momento, tão importante para o país, eu não vi problema nenhum em citar os meus filhos. Até porque eu fundamentei o meu voto naquela oportunidade. Falei que analisei todo o processo, ouvi as vozes das ruas, então, se eu tivesse simplesmente me lembrado da minha família, tudo bem, mas eu fundamentei o meu voto, lembrei os meus familiares e não vi problema nenhum naquele momento.
copiado http://www.otempo.com.br/
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