Dinheiro apreendido de Vaccarezza era empréstimo tratamento de câncer, diz defesa

Foto: Laycer Tomaz/ Câmara dos DeputadosDinheiro apreendido de Vaccarezza era empréstimo tratamento de câncer, diz defesa


Foto: Laycer Tomaz/ Câmara dos Deputados


Os advogados do ex-deputado Cândido Vaccarezza anexaram ao processo, na madrugada desta terça-feira (22), uma petição de soltura para o petista.
A defesa afirmou que o suspeito faz tratamento para câncer de próstata que foi interrompido devido à prisão. “Em razão de sua prisão temporária, o requerente não teve condições de prosseguir com o diagnóstico complementar e, de conseguinte, a realização da cirurgia de remoção do tumor já identificado em sua próstata. Portanto, considerando o grave estado de saúde em que se encontra, o requerente espera que seja revogada sua prisão temporária, ou, alternativamente, sejam deferidas as medidas constritivas.”
Ainda de acordo com os advogados, os R$ 122 mil apreendidos em espécie na casa do ex-parlamentarera um empréstimo para custear o tratamento.
“Devido a deterioração de sua condição financeira e premido pela necessidade de promover um tratamento de câncer não amparado por seu plano de saúde, o requerente solicitou a um amigo pessoal  um empréstimo capaz de custear parte de seu tratamento”, peticionam.

Operação Abate e Operação Sem Fronteiras

Na sexta, a Polícia Federal deflagrou duas fases da Lava Jato – a 43ª e 44ª. As operações Sem Fronteiras e Abate foram deflagradas no mesmo dia, segundo a PF, para otimizar recursos. Três pessoas foram presas temporariamente, entre elas Vaccarezza e Marcio Ache, ex-gerente da Petrobras. Outras duas pessoas tiveram mandados de prisão expedidos, mas estão no exterior. Entre elas o ex-gerente da Petrobras Dalmo Monteiro e o representante da empresa Sargeant Marine, Luiz Eduardo Loureiro Andrade.
Operação Abate investiga fraudes no fornecimento de asfalto para a Petrobras pela empresa Sargeant Marine, entre 2010 e 2013. Operação Sem Fronteiras investiga o pagamento de propina em contratos com armadores gregos, entre 2009 e 2013. Os contratos com as empresas gregas somam US% 500 milhões.
As duas investigações tiveram início após a delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
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