Serviço Secreto dos EUA enfrenta altos custos para proteger Trump Novas operações do Exército e da Polícia nas comunidades do Rio

Serviço Secreto dos EUA enfrenta altos custos para proteger Trump

GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP / SPENCER PLATTMembros do Serviço Secreto diante da Torre Trump
O Serviço Secreto dos Estados Unidos enfrenta uma crise de liquidez pelos altos custos de proteção do presidente Donald Trump, suas várias casas e sua grande família.
Randolph "Tex" Ailes, o chefe do Serviço Secreto, declarou ao jornal USA Today que mais de mil agentes já chegaram a seu limite anual de salário e horas extras devido à carga de trabalho.
E com 150 presidentes e líderes estrangeiros que se reunião em setembro em Nova York para a Assembleia Geral da ONU< as demandas do serviço se intensificarão.
Trump viaja praticamente todo fim de semana para suas casas na Flórida, Nova Jersey e Virgínia. Além disso, o Serviço Secreto dá proteção a seus filhos adultos em viagens de negócio e férias.
No total, 42 pessoas de seu governo têmn proteçao do Serviço Secreto, incluindo 18 membros de sua família.
"O presidente tem uma família grande e nossa responsabilidade está fixada na lei", explicou Ailes.


Novas operações do Exército e da Polícia nas comunidades do Rio

AFP / Apu GomesPoliciais e militares chegam à Cidade da Polícia com drogas apreendidas durante operação na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro
Uma nova operação conjunta do Exército e da Polícia contra o tráfico de drogas em sete comunidades do Rio de Janeiro paralisou a Zona Norte da cidade nesta segunda-feira.
O efeito surpresa da operação, que começou logo pela manhã, acabou sendo comprometido por vazamentos de um soldado, acusado de ser cúmplice das facções criminosas. O rapaz, de 19 anos, tem "mandado de prisão por associação ao tráfico por ser suspeito de passar informações", disse à AFP o coronel Roberto Itamar.
Segundo policiais, os traficantes foram alertados à noite sobre a operação e emitiram por rádio chamados a se dispersar.
Cerca de 20 pessoas foram detidas nas batidas, indicou a imprensa local.
As operações foram realizadas em sete comunidades, entre elas o Complexo do Alemão e o Jacarezinho, onde sete pessoas foram mortas nos últimos 10 dias, afirmou o gabinete de Segurança do Rio em comunicado.
A operação impediu que 22.000 alunos tivessem aula nesta segunda-feira.
- Terceira operação conjunta -
Trata-se da terceira operação deste tipo desde 5 de agosto, com a participação de soldados, equipes da Força Aérea e da Marinha, assim como policiais e agentes da força de elite da Inteligência federal.
Segundo o coronel Itamar, 5.000 soldados foram mobilizados.
"Equipes das Forças Armadas asseguram os perímetros em algumas destas regiões e se localizam em pontos estratégicos para garantir a ordem", indicou o texto. "Algumas ruas estão fechadas e o espaço aéreo está restrito para a aviação civil", acrescentou.
Um ano após o fim dos Jogos Olímpicos, o Rio atravessa grandes dificuldades financeiras e as forças policiais lutam para conter as facções criminosas que comandam inúmeras comunidades.
A decisão tomada em julho pelo presidente Michel Temer de enviar militares para o Rio de Janeiro deixou em evidência que a Polícia perdeu a capacidade de fazer frente à luta contra o tráfico de drogas. Quase 100 policiais morreram na cidade ao longo de 2017.
A corrupção também tem sido um obstáculo para as operações policiais e, em junho, foram emitidas ordens de prisão contra 185 agentes acusados de colaborar com facções criminosas, inclusive alugando armamento.
As Forças Armadas são a instituição mais respeitada pelos brasileiros e até agora conseguiram se manter fora da onda de corrupção que afeta o Estado em todos os seus níveis.
Na primeira metade do ano, o Rio registrou 3.457 homicídios, o nível mais alto de violência desde 2009 e 15% superior ao mesmo período de 2016.

copiado https://www.afp.com/pt/

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