Maior hospital do RN continua com superlotação e falta de medicamentos
Cerca de 120 pacientes se acumulam nos corredores do Pronto-Socorro.
Homens e mulheres esperam até 40 dias por cirurgia eletiva de Ortopedia.
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Os problemas, além da falta de insumos e medicamentos, que culminaram
com o fechamento de cinco leitos na UTI Cardiológica no sábado passado
(1º), vão além dos geridos pela direção do hospital. A Prefeitura de
Natal acumula débitos com os hospitais particulares Memorial e Médico
Cirúrgico, que realizam cirurgias eletivas de Ortopedia através da
assinatura de termos de pactuação. As direções dos hospitais preferem
não detalhar o valor das dívidas, mas afirmam que se prolongam há pelo
menos três meses.
A situação deve estar sendo resolvida esta semana"
Aqueus Macêdo, coordenador de finanças da SMS
No final do mês de agosto, a direção do Hospital Médico Cirúrgico decidiu não realizar mais procedimentos contratados pelo Executivo Municipal até que as dívidas sejam sanadas. "O caso do Médico Cirúrgico é diferente. Eles (os diretores do hospital) não apresentaram documentação e não tiveram o contrato renovado. Eles receberão o pagamento através de indenização", explicou Aqueus.
O coordenador da SMS argumentou, quando questionado sobre os motivos que levaram o Município a atrasar o repasse de recursos aos hospitais, que "dificuldades financeiras afetam a maioria dos municípios brasileiros". Entretanto, ressaltou que “irá se reunir com a prefeita (Micarla de Sousa) e com a secretária de Planejamento (Maria Selma Menezes da Costa) para tentar quitar a maior parte dos débitos".
O atraso no pagamento das dívidas do Município com os referidos hospitais reflete diretamente na regulação das vagas disponibilizadas para cirurgias eletivas de Ortopedia, cujos pacientes se concentram no Hospital Walfredo Gurgel. "Nós não temos para onde encaminhar nossos pacientes", afirmou Maria da Saudade, chefe do Setor de Regulação da SMS. Juntos, os hospitais realizam mensalmente cerca de 600 procedimentos através do convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). Neste convênio, o Governo do Estado paga por 60% dos serviços e o Município de Natal arca com 40% do valor.
há quase dois dias (Foto: Ricardo Araújo/G1)
Reabertura dos leitos de UTI Cardiológica não tem data definida
Das seis unidades de terapia intensiva na área cardiológica cadastradas no Hospital Walfredo Gurgel, somente uma estava em operação na manhã desta segunda-feira (3). Os médicos especialistas decidiram, conforme esclarecimentos da diretora Maria de Fátima Pinheiro, não receber mais pacientes até que os estoques de medicamentos e insumos do setor fossem repostos por um mês.
Enquanto a UTI Cardiológica permanecer bloqueada para a internação de novos pacientes, os procedimentos estão sendo realizados no Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, incluindo internações. "Nós realizamos este bloqueio como forma de protesto para pressionar o Estado a tomar alguma providência. Faltam medicamentos básicos para sobrevivência dos pacientes", afirmou o médico cardiologista Álvaro José Santana. Para a equipe médica do setor, os estoques devem oferecer itens suficientes para até um mês de tratamento.
um paciente internado (Foto: Ricardo Araújo/G1)
COPIADO : http://g1.globo.com/rn
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