Julgamento do mensalão

Julgamento do mensalão
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publicado em 05/09/2012 às 05h30:

Ministro revisor retoma hoje julgamento do mensalão

Ricardo Lewandowski deve terminar voto sobre ex-executivos do Banco Rural
Maria Carolina Lopes, do R7, em Brasília
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O ministro revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, retoma nesta quarta-feira (5) o julgamento do mensalão. Na “fatia” sobre a acusação de gestão fraudulenta no Banco Rural, o magistrado ainda não se manifestou sobre o ex-diretor estatutário da instituição Vinicius Samarane e sobre a ex-vice-presidente Ayanna Tenório.

Na última segunda-feira (3), Lewandowski votou pela condenação da ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e o ex-vice-presidente da instituição José Roberto Salgado por gestão fraudulenta.

Antes, o relator Joaquim Barbosa condenou previamente todos os réus envolvendo a denúncia de gestão fraudulenta no Banco Rural. O crime está previsto na Lei nº 7.492/96 e prevê pena de três a 12 anos de prisão.

Até agora, Lewandowski deu sinais de que vai condenar os réus. Na segunda-feira, o revisor apresentou um relatório que convergiu com o relator Joaquim Barbosa, principalmente em relação às provas colhidas a partir de laudos do Banco Central e perícias do Instituto de Criminalística.


Na conclusão do revisor, os gestores já condenados alteraram informações dos balanços da instituição e deixaram de informar ao Banco Central sobre o real risco dos empréstimos feitos pelas empresas do publicitário Marcos Valério e pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Em 2003, o PT recebeu R$ 3 milhões, a SMP&B, R$ 19 milhões, e a Graffiti Propaganda, R$ 10 milhões.

— Tais empréstimos mais se assemelharam um negócio de pai para filho do que a mútuos negócios bancários.

A defesa de Ayanna, no entanto, alega que a ré cuidava apenas da parte de recursos humanos do banco. Já o advogado de
Samarane afirma que o denunciado não atuava no cargo quando os empréstimos foram feitos.

Após a fala de Lewandowski, os demais ministros começam seus votos. A primeira a falar é a ministra Rosa Weber. Em seguida, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente Ayres Britto.COPIADO : http://www.r7.com/

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