Eduardo Saboia declara voto em Aécio

Eduardo Saboia declara voto em Aécio

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Responsável pela maior crise no Itamaraty, ao ajudar na fuga do senador boliviano Roger Pinto, diplomata Eduardo Saboia declarou no Facebook apoio ao tucano Aécio Neves: "Votarei em Aécio com convicção, identifico nele pessoa capaz de trabalhar para que superemos a polarização exagerada entre o PT e o PSDB, apontada por Eduardo Campos e Marina Silva", postou ele, com uma foto ao lado do candidato do PSDB
23 de Outubro de 2014 às 05:59

247 – Pivô do maior escândalo envolvendo o Itamaraty, o diplomata Eduardo Saboia usou o Facebook para declarar apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves.
Em agosto do ano passado, o então encarregado de negócios na embaixada brasileira na Bolívia, ajudou na fuga do senador boliviano Roger Pinto, asilado no prédio havia 453 dias, em um carro oficial até o Brasil. O episódio causou a demissão do então chanceler, Antonio Patriota. Alvo de sindicância, ele segue com cargo no Itamaraty.
Leia a manifestação em favor de Aécio publicada na rede sociail:
“Eu votei no PT várias vezes, desde 1989. Votei em Marina e Dilma e 2010. Como tanta gente que hoje apoia o Aécio, acho que o FHC e Lula têm muitos méritos e, entre erros e acertos, contribuíram decisivamente, cada um à sua maneira, para o progresso do País. Lamentavelmente, o Governo Dilma (e não acho que a culpa é só da Presidente) não soube dar continuidade às conquistas de seus antecessores, nem fazer as necessárias correções de rumo. Em política externa isso é patente: ficamos com o pior dos dois mundos. Da "política externa que não fala fino com os EUA, nem grosso com a Bolívia" (como se diplomacia fosse tão simples assim), passamos, apesar dos esforços do Itamaraty no sentido contrário, para uma política externa da introversão. A equipe do atual Governo - com todo respeito, pois há gente de primeira qualidade - dá a impressão de esgotamento e desânimo, algo muito diferente daquela atmosfera de entusiasmo que presenciei em 2003. Não consigo imaginar esse pessoal tocando o Governo por mais quatro anos. Quanto a meu "caso", engana-se profundamente que minha declaração de apoio ao Aécio seria demonstração de motivação política no gesto humanitário de retirada do senador. Muita gente graúda no Brasil e na Bolívia me agradeceu reservadamente por ter resolvido uma questão política, que impedia, por exemplo, a realização de uma visita da Presidente à Bolívia. É claro que nunca dirão isso publicamente. Quem transformou esse episódio num problema foi o Governo brasileiro, que divulgou meu nome à imprensa, num gesto infame imposto pelo Palácio do Planalto que pôs em risco a segurança da minha família. Isso sem falar da forma desrespeitosa como foi tratado o Embaixador Marcel Biato. Diante da politização do caso, é claro que recebi apoios, notadamente do Senador Aécio Neves e do saudoso Governador Eduardo Campos. Votarei em Aécio com convicção, porque identifico nele uma pessoa capaz de trabalhar para que superemos essa polarização exagerada entre o PT e o PSDB, apontada por Eduardo Campos e Marina Silva. Aécio não se comporta como um Messias. Ele não se apresenta como o dono do PSDB e parece ter humildade suficiente para reconhecer seus erros e telhados de vidro (quem não os têm?). Demonstra disposição para trabalhar em equipe. É disso que precisamos. Não creio que fará uma política de terra arrasada ou de caça às bruxas. Aécio, quando Governador, mantinha uma relação respeitosa com o Governo Lula e se entendia com o Prefeito Fernando Pimentel. Quanto ao PT, creio, sinceramente, que, para se fortalecer (e é bom que tenhamos partidos fortes com diversas orientações), precisa passar por um processo de depuração e de debate interno. Qualquer partido ou pessoa que fica muito tempo no poder acaba perdendo a noção da realidade. Isso é da natureza humana: aconteceu com PSDB e é o que ocorre hoje com o PT. Para que a democracia brasileira se fortaleça é importante que haja alternância no poder, respeito às leis e às instituições. Por isso, no dia 26, marcarei 45 »
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