Altman: "até quando irá a leniência de Cardozo?"
247 - Em novo artigo, o jornalista Breno Altman critica abusos da Polícia Federal na Operação Lava Jato e a omissão do ministro José Eduardo Cardozo. "Dessa vez [a Polícia Federal] ultrajou a honra de um homem inocente. Deixou
vazar para a imprensa o nome de José Carlos Cosenza, atual diretor de
Abastecimento da Petrobrás, como suposto beneficiário do esquema de
corrupção sob investigação", diz ele.
"Não
havia qualquer prova material ou testemunhal que embasasse a denúncia.
Nada justificava a informação caluniosa, salvo a avidez de amplificar os
ataques contra a companhia petroleira e seus dirigentes. A
imagem de Cosenza, em poucas horas, foi jogada na lata de lixo.
Diversos meios de comunicação não tardaram a estampar manchetes sobre
sua inevitável demissão. Multiplicaram-se murmúrios de que sairia de seu
gabinete diretamente para a prisão. Mas era tudo mentira. Questionados
pelo juiz Sérgio Fernando Moro, titular da 13ª Vara Criminal Federal de
Curitiba, os responsáveis locais da PF alegaram “erro material”. Puro
neologismo para difamação arrivista."
Altman afirma que o mais grave no caso é a conduta do ministro da Justiça, a quem os delegados estão subordinados. "O
mais impressionante, porém, é o silêncio do ministro da Justiça, José
Eduardo Cardozo, a quem cabe zelar pela defesa do Estado de Direito e a
atuação dos corpos civis de segurança. Seu
dever era ordenar o imediato afastamento dos autores da torpeza,
abrindo o devido inquérito para esclarecer o fato e seus motivos. Mas
Cardozo preferiu a omissão."
Ele lembra ainda que o mesmo
delegado que errou em relação a Cosenza usa redes sociais para difamar a
presidente Dilma e o ex-presidente Lula. "Este
mesmo cidadão foi flagrado, nas redes sociais, vociferando contra Dilma
e Lula durante a campanha eleitoral, além de declarar voto no então
candidato do PSDB."O ministro, ao saber das informações sobre o comportamento dos delegados citados, determinou que a Polícia Federal abrisse apurações internas. Mas manteve os suspeitos de grave falha ética, em operação tão relevante, no exercício de seus cargos.
"O atropelo contra Cosenza, cultivado em clima de consentimento ao desvario, apenas ressalta os malfeitos que se misturam às descobertas da Operação Lava Jato. A Polícia Federal se reporta a Cardozo, a quem cabe garantir, em última instância, que os rombos na Petrobrás sejam investigados até o talo, sem deixar pedra sobre pedra. Também é incumbência sua, contudo, vigiar para que os trabalhos policiais sejam realizados dentro de rigorosos marcos legais.", diz Altman.
Leia a íntegra em seu blog.
.copiado http://www.brasil247.com/pt
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