Gorbachev diz que Putin julga-se "o mais importante a seguir a Deus" - CLIQUE PARA LER E VER EM VÍDEO A ENTREVISTA AO 'MOSCOW TIMES':

Mikhail Gorbachev

Gorbachev diz que Putin julga-se "o mais importante a seguir a Deus"


O ex-presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, queixou-se que o atual presidente russo, Vladimir Putin, nunca segue os seus conselhos e acha que é "o mais importante a seguir a Deus".


por Patrícia Viegas, com 'Telegraph' e 'Moscow Times'
Mikhail Gorbachev
Mikhail Gorbachev Fotografia © EPA/BERND VON JUTRCZENKA
O ex-presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, queixou-se que o atual presidente russo, Vladimir Putin, nunca segue os seus conselhos e acha que é "o mais importante a seguir a Deus".
Numa altura em que acaba de lançar em Moscovo o seu livro, 'After the Kremlin' (Depois do Kremlin), com um total de 400 páginas, o ex-líder de 83 anos explicou que, frequentemente, apela a Putin para que estabilize a Rússia e tenha ações que "sejam do interesse de todos". Mas, lamenta, o atual chefe do Estado russo sofre do mesmo mal de que ele próprio sofreu: teimosia.
"Ele começou a sofrer da mesma doença de que eu sofri - autoconfiança. Não ser obstinado. Foi isso que me arruinou", disse Gorbachev, segundo o 'Telegraph', confessando que Putin tem declinado todos os seus convites para que se encontrem. A última vez que estiveram juntos foi no mês de junho.
Porém, numa entrevista ao 'Moscow Times', Gorbachev refere que Putin "é um presidente bem sucedido" que no primeiro mandato "fez muito" porque se estava a dar uma "desintegração da Rússia".
Ultimo líder da União Soviética, no poder entre 1985 e 1991, afirmou na entrevista a este jornal que "o que aconteceu na Ucrânia se deveu a erros cometidos durante a dissolução da União Soviética" e que esta colapsou devido aos interesses políticos dos líderes políticos locais e do primeiro presidente russo Boris Ieltsin. O qual, diz, "se queria livrar" dele.
Gorbarchev diz que não se cala e que sobre as notícias sobte o seu estado de saúde, devido a tratamentos que está a fazer num hospital de Moscovo, desvaloriza e lembra que já o deram como morto pelo menos dez vezes.

"Eu preciso de participar e participarei. Ninguém me calará. Apesar de haver muita gente que gostaria que eu emigrasse, não quero ir-me embora, eles que vão", declarou o arquiteto do 'glasnost' e da 'perestroika' que, em Berlim, no dia 9, alertou para a hipótese de uma nova Guerra Fria 25 após a queda do Muro.
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