Egito inicia terceira fase das eleições parlamentares

Egito inicia terceira fase das eleições parlamentares

Partidos islâmicos continuam os favoritos nas votações

Com agências internacionais
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Mulher segura bebê enquanto deposita o voto na terceira etapa das eleições no Egito Foto: AMR ABDALLAH DALSH / REUTERS
Mulher segura bebê enquanto deposita o voto na terceira etapa das eleições no Egito AMR ABDALLAH DALSH / REUTERS
CAIRO – A terceira e final fase das eleições parlamentares para a Câmara Baixa do Egito foi iniciada na manhã desta terça-feira. Nove províncias votam nas primeiras eleições no país após a queda do ditador Hosni Mubarak, deposto pelos protestos da Primavera Árabe em fevereiro do ano passado.
Cerca de 14 milhões de eleitores são esperados nas filas das sessões instaladas em escolas e centros comunitários, mas o clima de expetativa para as votações da última etapa, que será divida em dois turnos, foi ofuscado pela morte de pelo menos 17 pessoas em confrontos entre militares e manifestantes que exigiam a saída da junta militar do governo do país.
Os partidos islâmicos continuam favoritos. A previsão é de que o Egito seja governado por uma maioria islâmica, já que esta já conseguiu a maioria dos votos nas primeira e na segunda fases do pleito.
A primeira etapa da votação confirmou o favoritismo do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), da Irmandade Muçulmana, que ganhou 47% dos votos, mas surpreendeu ao garantir o segundo lugar ao salafista al-Nour, liderado por muçulmanos de orientação radical, com 21% das cadeiras disputadas.
Na segunda etapa, o PLJ obteve 36,3% dos votos, enquanto os salafistas ficaram com 28,8%.
Juntos, os partidos islâmicos obtiveram, no total das duas fases anteriores, cerca de 70% dos eleitores. Os resultados da última etapa devem ser divulgados no dia 13 janeiro.
Julgamento de Mubarak
Ainda nesta terça-feira, o chefe da promotoria do processo contra Hosni Mubarak, Mustafa Suleiman, disse que o ditador será acusado também de “impor a tirania ao Egito” e de passar os últimos dez anos de seu regime reforçando que seu filho iria sucedê-lo.
Mubarak foi deposto pelas revoltas populares da Primavera Árabe e acusado de corrupção e uso de violência contra civis no país. Copiado http://oglobo.globo.com/:

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