Ucrânia Europa reforça sanções a dirigentes russos e pró-russos Kiev e rebeldes acusam-se de violar o cessar-fogo Rússia adverte que responderá a novo pacote de sanções da União Europeia Portugal espera que cessar-fogo seja o "primeiro passo para solução duradoura" do conflito

Um separatista pró-russo olha para os restos do que os locais dizem ter sido um tanque  nos arredores da aldeia de Mnogopolye, sudeste de Dontesk
Os embaixadores dos 28 Estados membros da União Europeia (UE) aprovaram na noite de sexta-feira mais sanções económicas contra a Federação Russa, apesar de um acordo de cessar-fogo na Ucrânia, anunciaram...

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Europa reforça sanções a dirigentes russos e pró-russos

por Texto da Lusa, publicado por Lina Santos
Um separatista pró-russo olha para os restos do que os locais dizem ter sido um tanque  nos arredores da aldeia de Mnogopolye, sudeste de Dontesk
Um separatista pró-russo olha para os restos do que os locais dizem ter sido um tanque nos arredores da aldeia de Mnogopolye, sudeste de Dontesk Fotografia © Reuters

Os embaixadores dos 28 Estados membros da União Europeia (UE) aprovaram na noite de sexta-feira mais sanções económicas contra a Federação Russa, apesar de um acordo de cessar-fogo na Ucrânia, anunciaram dirigentes europeus.

"Este novo pacote de medidas restritivas foi aprovado" ao nível do comité dos representantes permanentes dos Estados membros junto da UE, escreveram o presidente da Comissão, José Manuel Barroso, e o do Conselho, Herman Van Rompuy, em carta dirigida aos chefes de Estado e governo.
O texto do acordo de princípio vai ser finalizado no fim de semana e um procedimento escrito de adoção pelos Estados membros lançado na segunda-feira, segundo a carta.
O pacote inclui medidas reforçadas quanto ao acesso aos mercados de capitais, à defesa, aos bens de duplo uso (civil e militar) e tecnologias sensíveis, adiantaram.
Foram também acrescentados nomes à lista de pessoas já sancionadas por medidas dirigidas, como o congelamento de ativos e a interdição de vistos.
Esta lista já inclui "o novo poder na região do Donbass, o governo da Crimeia, bem como decisores e oligarcas russos", acrescentaram, sem mais detalhes.

Uma centena de dirigentes russos e ucranianos e uma vintena de entidades já foram visadas pelas sanções dirigidas, como o vice-primeiro ministro russo Dmitri Rogozin e os chefes dos serviços de informações russos.
O Conselho Europeu tinha mandatado, em 30 de agosto, os dirigentes da UE para reforçarem as medidas contra Moscovo, depois das informações sobre a participação direta de tropas russas nos combates no leste da Ucrânia.
Depois da adoção formal na segunda-feira, esta série de medidas é publicada no Jornal Oficial da UE, permitindo a sua entrada em vigor, segundo uma fonte diplomática.
"É a prova que os governos da UE estão pontos para fazer o que for preciso para mostrar à Rússia as consequências das suas ações", estimou outra fonte diplomática europeia.
O porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, sublinhou que a UE "saudava o acordo de cessar-fogo concluído em Minsk" entre Kiev e os rebeldes pró-russos.
 Este acordo, que inclui uma vertente sobre a retirada das tropas e uma troca de prisioneiros, "deve ser respeitado e aplicado inteiramente por todas a partes", continuou.
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