"É como se o Brasil real não tivesse batido na semana passada o recorde histórico de 13,5 milhões de desempregados. Em Brasília, não está na pauta de ninguém do governo ou do Congresso nenhuma reunião de emergência para discutir o desemprego galopante. Estão todos, situacionistas e oposicionistas, mais preocupados com a "reforma política" para deixar tudo como está e salvar a própria pele", diz Kotscho.
Ele diz que qualquer que seja a decisão do TSE em relação a Michel Temer, não há o menor risco de o País melhorar no curto prazo. "Se Michel Temer for cassado, quem vai escolher o novo presidente da República em eleição indireta é este mesmo Congresso totalmente desmoralizado. Se só Dilma Rousseff for punida, com a separação da chapa, quem se desmoraliza é a Justiça", afirma.
Ricardo Kotscho destaca que o alvo mais recente dos vazamentos das delações da Odebrecht é o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, acusado pela "Veja" de receber propina em Nova York na conta da irmã. "A trágica ironia desta história é que foi o próprio PSDB de Aécio Neves, que agora protesta contra os vazamentos, quem moveu a ação contra a chapa Dilma-Temer por abuso de poder econômico", diz Kotscho.
"Nestes três anos de Operação Lava Jato, enquanto as acusações vazadas alvejavam preferencialmente os ex-presidentes petistas Dilma e Lula, outros líderes políticos e seus aliados na grande mídia nativa se calaram. Achavam até bonito, em nome do combate à corrupção. Agora, que está todo mundo no mesmo barco furado do sistema político apodrecido, querem investigar os abusos de uma Justiça lenta, onipotente e seletiva, que faz as suas próprias leis", afirma.
Leia o artigo na íntegra no Balaio do Kotscho.
copiado http://www.brasil247.com/pt/247/poder
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