Justiça suspende acordo entre Boeing e Embraer
AFP/Arquivos / ERIC PIERMONTUm juiz federal suspendeu, provisoriamente, o acordo entre a gigante americana Boeing e a fabricante brasileira de aeronaves, Embraer
Um juiz federal suspendeu, provisoriamente, o acordo entre a gigante americana Boeing e a fabricante brasileira de aeronaves, Embraer, nesta quinta-feira (6).
O juiz federal de São Paulo Giuzio Neto tomou a decisão "considerando também a proximidade do recesso do Poder Judiciário ao qual se deve somar a posse do novo Presidente da República (...) o que torna igualmente recomendável evitar que eventuais atos concretos se efetivem neste período criando uma situação fática de difícil ou de impossível reversão".
Pelo acordo assinado em julho, a companhia dos Estados Unidos adquire as atividades civis da brasileira, com quem forma uma nova "joint venture" avaliada em US$ 4,75 bilhões, o que permitirá à Boeing concorrer com a europeia Airbus no setor de aeronaves regionais e de médio alcance.
A Boeing controlará 80% do novo grupo, de capital fechado, assumindo as atividades da Embraer no campo da aviação comercial e de serviços, excluindo o setor de defesa e aviação executiva, segundo anúncio feito em julho.
Contudo, o acordo final dependia da aprovação do governo brasileiro, que desde a privatização da Embraer, em 1994, tem uma "golden share" que lhe permite decidir questões estratégicas da empresa.
O pedido de suspensão da operação foi apresentado à Justiça pelos deputados federais Paulo Pimenta e Carlos Zarantini, ambos do PT.
Com a liminar, o juiz suspende "qualquer efeito concreto de eventual decisão do conselho da Embraer assentindo com a segregação e transferência da parte comercial da Embraer para a Boeing através de 'joint venture' a ser criada".
A expectativa é que a associação seja concluída entre 12 e 18 meses e passe a ser contabilizada no capital da Boeing a partir do começo de 2020.
Promotoria japonesa vai denunciar Carlos Ghosn e Nissan
AFP/Arquivos / Kazuhiro NOGI(30 nov) TV japonesa exibe noticiário sobre Ghosn
A promotoria de Tóquio decidiu acusar Carlos Ghosn e o grupo Nissan por sonegação fiscal, informou o jornal econômico Nikkei nesta sexta-feira.
A denúncia deve ocorrer na próxima segunda-feira, quando acaba o período de detenção provisória do ex-presidente da Nissan, detido em 19 de novembro em Tóquio por sonegar 5 bilhões de ienes (44 milhões de dólares) em rendas durante cinco anos, segundo investigadores japoneses.
Ghosn, que nega as acusações, permanece como presidente da fabricante de veículos francesa Renault, mas foi destituído da presidência dos conselhos de administração de Nissan e Mitsubishi Motors.
Greg Kelly, braço direito de Ghosn e também detido, deve ser denunciado no mesmo dia, segundo o jornal Nikkei, que não cita suas fontes.
De acordo com o jornal, a promotoria investigará a Nissan por considerar que a empresa também tem responsabilidade na sonegação fiscal.
Contactada pela AFP, a promotoria não comentou a notícia.
Já a Nissan recordou que "coopera plenamente" com a promotoria, que iniciou suas investigações após receber um relatório interno da montadora sobre o caso.
Além de denúncia, os promotores pedirão uma nova ordem de detenção contra Ghosn, pela sonegação de mais 4 bilhões de ienes em três anos, segundo vários meios de comunicação.
Caso seja acatado, o pedido prorrogará a atual prisão provisória por 22 dias a partir de segunda-feira.
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