Cantor senegalês se candidata à Presidência do país

Cantor senegalês se candidata à Presidência do país

Youssou N’dour confirmou que vai concorrer às eleições de fevereiro

Com agências internacionais
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N'dour é muito popular no país e pode acabar com as pretensões de um terceiro mandato do atual presidente Abdoulaye Wade Foto: AFP
N'dour é muito popular no país e pode acabar com as pretensões de um terceiro mandato do atual presidente Abdoulaye Wade AFP
DACAR - O famoso cantor senegalês Youssou N'dour disse que vai se candidatar às eleições presidenciais de fevereiro no país, aumentando a pressão sobre o atual presidente e candidato a um terceiro mandato, Abdoulaye Wade.
- Eu sou candidato, e vou participar da disputa presidencial - confirmou N'dour em entrevista para seu próprio canal de rádio e TV, Television Futurs Medias (TFM). - É verdade, eu não tenho educação superior, mas a presidência é uma função, não um emprego. Eu já provei minha competência, meu comprometimento, minha eficiência e meu rigor inúmeras vezes. Eu estudei na escola do mundo.
N'dour é um crítico aberto do presidente Wade, que recentemente virou alvo de protestos após aprovar mudanças controversas na Constituição do Senegal. A menos de dois meses das eleições, as tensões no país aumentaram exponencialmente.
N'dour tem uma enorme popularidade no Senegal e é um dos grandes responsáveis por tornar a música senegalesa internacionalmente famosa. Sua mistura de ritmos locais com salsa, jazz e hip-hop o tornou mundialmente conhecido e lhe rendeu até uma indicação para o Grammy, maior prêmio da música internacional, na década de 90 com o hit “Seven seconds”. Há anos, o músico também trabalha em causas humanitárias e é embaixador da Unicef. Durante a crise da fome na Somália, que se alastrou no ano passado, N'dour criticou abertamente a resposta dos líderes africanos à catástrofe.
- Durante muitos anos, homens e mulheres demonstraram seu otimismo em relação a um novo Senegal. Eles, de várias maneiras, pediram minha candidatura e eu ouvi. - disse o músico.
Eleições controversas
Os protestos contra Wade, de 85 anos, começaram em junho do ano passado e se tornaram o maior empecilho político para o presidente desde o início de seu governo, em 2000. Wade queria mudar a Constituição nacional, diminuindo a proporção de votos necessárias para se eleger presidente de mais de 50% para apenas 25%. O mandatário também queria criar um cargo eleitoral de vice-presidente, um mecanismo que muitos suspeitaram ser direcionado para beneficiar seu filho Karim. As modificações acabaram não indo adiante, mas Wade decidiu se candidatar a um terceiro mandato, apesar da Constituição do país só permitir uma reeleição, alegando que seu primeiro governo não conta, já que a emenda é posterior a 2000.Copiado http://oglobo.globo.com/:

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