Liga Árabe convoca reunião para discutir retirada de monitores

Liga Árabe convoca reunião para discutir retirada de monitores

França diz que ONU não pode ficar de braços cruzados enquanto sírios são mortos

Com agências internacionais
Publicado:
Atualizado:
Manifestantes rezam antes de um protesto na segunda-feira, em Idlib Foto: REUTERS
Manifestantes rezam antes de um protesto na segunda-feira, em Idlib REUTERS
BEIRUTE e PARIS - A Liga Árabe convocou uma reunião de emergência nesta terça-feira para discutir a retirada da sua missão de observadores da Síria. Mesmo com a presença de monitores árabes, o governo do presidente Bashar al-Assad continua a reprimir protestos e a matar opositores.
Ativistas relatam mais violência nesta terça-feira, porém sem números precisos. De acordo com o Observatório Sírio para Direitos Humanos, as forças de segurança mataram três pessoas na cidade de Homs. Já a Coordenação Local de Comitês da Síria (LCC) aponta para quatro mortes na cidade, uma em Kfar Batna, subúrbio de Damasco, e outra em Hama. A Comissão Geral da Revolução Síria contabiliza cinco mortos no país.
A reunião da Liga Árabe acontecerá no sábado, no Cairo, onde fica a sede da organização. O vice-secretário-geral, Ahmed bin Heli, afirmou que o encontro vai analisar o primeiro relatório do chefe da missão, que teve início no dia 27 de dezembro. Outro membro da Liga disse que a reunião vai discutir a retirada dos monitores da Síria por causa da violência contínua. A discussão de sábado não irá chegar a uma decisão final, mas formulará recomendações para as instâncias superiores da Liga, que ainda não tem data para se reunir.
O secretário-geral da Liga, Hashem Ahelbarra, que está na Turquia, pediu que a Síria pare de colocar atiradores de elite para disparar contra civis.
Na segunda-feira, o chefe da Liga, Nabil Elaraby, afirmou que a violência continua no país, mesmo com a retirada de armamento pesado de áreas residenciais, e pediu um cessar-fogo completo ao governo.
A ONU estima que mais de 5 mil pessoas morreram desde o início da revolta contra o regime de Assad, em meados de março passado. A LCC estima que o número de mortos nas últimas duas semanas é de pelo menos 390 pessoas.
França questiona acesso de observadores
O ministro de Relações Exteriores da França, Allain Juppé, demonstrou preocupação com as condições que os monitores da Liga Árabe estão trabalhando na Síria e disse que é essencial evitar que as autoridades sírias os enganem,
- As condições sob as quais a missão de observação está acontecendo precisam ser esclarecidas. Eles realmente têm acesso livre genuíno à informação? Nós estamos esperando pelo relatório que eles vão produzir nos próximos dias para ter mais clareza - disse Juppé, durante uma entrevista na TV francesa.
O ministro também afirmou que o envolvimento da Liga Árabe é muito bem vindo e que ele confia na determinação da organização, mas que a ONU não pode ficar de braços cruzados enquanto milhares morrem.
- Já estamos em mais de 5 mil mortos. O Conselho de Segurança (da ONU) não pode ficar calado. A repressão selvagem é totalmente clara, o regime não tem um futuro real e é por isso que cabe à comunidade internacional se manifestar - declarou Juppé.
Gasoduto explode e prejudica abastecimento de energia
Uma explosão em um gasoduto próximo à cidade de Rastan, na província de Homs, foi atribuída pelo governo a terroristas, nesta terça-feira. O gasoduto abastece duas usinas elétricas, que ficaram sem energia. De acordo com a agência estatal Sana, o ataque vai cortar 400 megawatt/hora da rede elétrica e vai provocar uma hora diária de corte de energia para a população. Não há informações sobre feridos.
Quatro ataques a gasodutos já aconteceram desde o início da rebelião no país, mas não está claro quem são os responsáveis pelos episódios, geralmente atribuídos pelo governo a terroristas e sabotadores. A oposição acusa o regime de jogar com o medo de extremistas religiosos e terroristas para conseguir apoio a Assad.
Copiado http://oglobo.globo.com/:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

Ao Planalto, deputados criticam proposta de Guedes e veem drible no teto com mudança no Fundeb Governo quer que parte do aumento na participação da União no Fundeb seja destinada à transferência direta de renda para famílias pobres

Para ajudar a educação, Políticos e quem recebe salários altos irão doar 30% do soldo que recebem mensalmente, até o Governo Federal ter f...