veneração
substantivo feminino
- 1.
ato ou efeito de venerar."o profeta proibiu a v. de ídolos materiais" - 2.respeito inspirado pela dignidade, talento, poder etc. de alguém ou algo; admiração, consideração, reverência.
"v. da pátria e seus heróis"
Napoleão vota contra cassação e cita crucificação de Cristo: “Pilatos tentou democratizar e deu no que deu”
09/06/2017 16:52
O ministro Napoleão Nunes Maia, primeiro a votar após o relator, manifestou-se contra a cassação da chapa Dilma/Temer. Confirmando posição que já havia sinalizado anteriormente, ele se posicionou contra a inclusão de novas provas, como os depoimentos e documentos reunidos pelo relator, Herman Benjamin, de delatores da Operação Lava Jato, que pediu a condenação da ex-presidente e do atual presidente. “Não dou por provada a imputação”, concluiu o ministro, ao inocentar Dilma e Temer.
Ao longo de sua fala, o ministro, que é evangélico, fez diversas citações religiosas e comparou o julgamento da chapa ao processo que levou à crucificação de Jesus Cristo. “Pôncio Pilatos tentou democratizar e deu no que deu. Perdeu o controle. Não pôde conter a fúria do povo, porque cometeu a insensatez de perguntar ‘o que vocês querem’. ‘Solto esse ou aquele?’ ‘Eis o homem.’ ‘Está bom assim?’ ‘O que querem que eu faça?’ ‘Crucifique’. Passou à humanidade como um pusilânime e um covarde”.
Embora tenha dito que o juiz não pode recorrer à voz das ruas para julgar, Napoleão defendeu que seja respeitada a vontade popular no caso das eleições. “Isso [cassar] não é democrático. Democrático é respeitar o mandato de quem ganhou e punir, na esfera criminal, quem tiver cometido crime”, declarou. ”Uma coisa é punir as pessoas por crime, outra coisa é punir quem ganhou a eleição do exercício do mandato”, emendou.
De acordo com o ministro, é preciso garantir o cumprimento da lei e da democracia e evitar o “terceiro turno” das urnas. “Quando se defende a garantia dizem que está se afagando a cabeça dos infratores. Esse é outro mito que tem de ser desfeito com urgência. O garantismo é uma coisa, a impunidade é outra”, afirmou o ministro.
“É uma garantia para todos. Nenhuma pessoa pode abdicar desse direito – 0 de ser processado com justiça, de ser julgado com critério. Fora disso, é o arbítrio, é a invencionice, a perseguição, o punitivismo desenfreado. As garantias são para proteger o sujeito que está sendo processado. Tem de se preservar aqui a soberania popular, o voto. Nos países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, não se aceita isso, não”, disse. “Abuso de poder tem em todo lugar, até para prefeito de Limoeiro”, exemplificou, citando sua cidade natal no Ceará.
Ele também criticou o PSDB por ter pedido a cassação da chapa adversária e, ainda, a diplomação de Aécio Neves (PSDB). “Como se fosse decidir o campeonato, como se diz vulgarmente, com todo o respeito no tapetão. Isso não é democrático”, declarou.
Antes de iniciar seu voto, o ministro se exaltou ao criticar publicações na imprensa que o associam a delações da OAS. “Eu recebi da diaconia minha igreja em Fortaleza uma pergunta sobre isso, esse negócio da OAS. Respondi ao pastor, simplesmente assim: ‘Com a medida com que me medem serão medidos, e sobre ele desabe a ira do profeta’. É uma anátema islâmica. Não vou dizer o que é. Vou fazer um gesto do que é a ira do profeta [fez gesto com a mão simulando um corte no pescoço]. É o que eu desejo, que sobre eles desabe a ira do profeta. Sou inocente de tudo isso, estou sendo injustamente, perniciosamente, sorrateiramente, desavergonhadamente prejudicado”, discursou. Napoleão foi defendido pelo presidente do TSE, Gilmar Mendes, que voltou a atacar o Ministério Público e interrompeu o julgamento por cerca de dez minutos.
Filho de ministro é retirado por seguranças do TSE
| POR CONGRESSO EM FOCO | 09/06/2017 15:15 CATEGORIA(S): NOTÍCIAS, OUTROS DESTAQUES |
TSE
Napoleão deixou a sessão para acompanhar o filho, levado por seguranças por não trajar terno e gravata, conforme o tribunal exige em suas sessões
Um filho do ministro Napoleão Nunes Maia, que participa do julgamento do processo que pede a cassação da chapa Dilma/Temer, foi barrado no começo da tarde desta sexta-feira (9) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O jovem, cujo nome não foi divulgado, ficou irritado ao ser retirado por seguranças na entrada do plenário por não estar vestido de paletó e gravata, como é exigido nas sessões dos tribunais. Ele trajava calça jeans e camisa polo.
O filho do ministro demonstrou irritação ao ser acompanhado por seguranças e por assessores do pai até a entrada privativa, onde se encontrou com Napoleão. De lá, os dois deixaram as dependências do TSE. Pouco depois, com a conclusão da leitura do voto do relator, a sessão foi suspensa para o almoço dos magistrados.
Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Napoleão Nunes Maia é o primeiro a votar nesta tarde. Mais cedo, o relator da ação, Herman Benjamin, defendeu a cassação da chapa por abuso de poder econômico e político. O ministro também fez um desafio aos colegas – inclusive Napoleão – que resistem a aceitar a inclusão de novas provas no julgamento. “Como juiz, me recuso a ser coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”, disse o relator.
Napoleão faz parte do grupo de quatro ministros que se manifestaram contra a inclusão de depoimentos de delatores da Lava Jato, como Marcelo Odebrecht, Mônica Moura e João Santana, entre outros. Para ele, o julgamento deve se ater os termos da petição apresentada pelo PSDB logo após a derrota de Aécio Neves à Presidência da República.
copiado http://congressoemfoco.uol.com.br/
Nenhum comentário:
Postar um comentário