O que Meirelles sabe e que nós não sabemos? O advogado dos tucanos é a gaveta da PGR

delugeO que Meirelles sabe e que nós não sabemos?

Convenhamos que, em qualquer situação política que se agarrasse ao mínimo de lógica, seria impensável que o Ministro da Fazenda dessa, de viva voz, uma declaração como esta que o Estadão publica como manchete: concorrer contra seu próprio chefe. Menos ainda quando ostenta, com boa-vontade, perto de 1% das preferências eleitorais.
Meirelles, esperto o suficiente para sair da presidência da organização empresarial dos irmãos Batista sem virar carvão, sabe que não tem absolutamente nada – nem mesmo um partido político –  a garantir-lhe a pretensão de candidatar-se e, menos ainda, a de vencer.
Mas sabe, ao mesmo tempo, que Temer tem, ao menos por enquanto, as mãos amarradas quanto a substituí-lo. E com mais cordas ainda se for mesmo candidatar-se à reeleição.
Na matéria do Estadão, a pista para entender o que se passa: “interlocutores do ministro dizem que, com o fracasso da reforma da Previdência, ele ficou sem sua principal bandeira: o ajuste das contas públicas”.
Como Meirelles terá de sair até o final de março para ser candidato e descarta continuar a ser ministro da Fazenda apenas – ” é uma etapa cumprida”, disse – está marcado, em última instância, o prazo de sua permanência.
E, como se sabe, o período “la garantía soy yo”  que ele marcou no comando a economia.
Há sinais de um “d’aprés moi le deluge”?

ppgaveta1O advogado dos tucanos é a gaveta da PGR

Reportagem de Rubem Valente e Reynaldo Turollo Jr, hoje, na Folha, mostra que o “Dr. Gaveta” continua sendo o maior – e melhor – advogado dos tucanos envolvidos em desvios de dinheiro em obras públicas.
Fica-se sabendo, por ela  que a história dos R$ 113 milhões encontrados pelo Ministério Público da Suíça em contas em que Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suposto operador de propinas nas obras do Rodoanel, dormitou nas gavetas da Procuradoria Geral da republica desde agosto do ano passado sem que nenhuma providência – inclusive a remessa á Polícia Federal para investigação – desde aquela data.
Colocada sob segredo de Justiça – no caso tucano isso significa, claro, que não há vazamento – a cópia da informação, misteriosamente, foi parar nas mãos da defesa de Paulo Preto, que a usa para tentar barrar o seguimento do processo no STF, onde o caso – adivinhão! – está nas mãos do Ministro Gilmar Mendes.
Foi, dizem os auxiliares do “Dr. Gaveta” na defesa de Paulo Preto,  “disponibilizada” a eles.
É o segundo desempenho brilhante das gavetas da Procuradoria da República em casos envolvendo tucanos.
Em 2011, o procurador da República Rodrigo de Grandis, apesar de instado três vezes a atender ao pedido de investigação feito pelo Ministério Público da Suíça  sobre os suspeitos de intermediar propinas pagas pela empresa Alstom a políticos e servidores de São Paulo deixou esquecido por quase três anos o papel. “Puseram na pasta  errada”, explicou-se ele.
Por enquanto o caso só serve para revelar a incrível solidariedade tucana: José Serra mandou dizer que já encontrou prontos a concorrência e os contratos do Rodoanel e seu auxiliares comentar que
Serra não é associado a Vieira, mas que  “herdou” Paulo Preto do governo Alckmin e ele era homem do hoje chanceler Aloysio Nunes Ferreira.
Mas se tudo voltar para dentro da gaveta, agora pelas mãos de Gilmar Mendes, as bicadas, ao menos de público, acabam.
copiado http://www.tijolaco.com.br/b


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