É grave a crise: até Merval passa ‘pito’ em Moro PF deflagra operação “Matar o Morto” no apartamento de Aécio Neves Sérgio Acácio Moro e o “juízo de omissão”

É grave a crise: até Merval passa ‘pito’ em Moro

O estrago feito pela conta milionária do amigo-assessor-caixinha Fabrício Queiroz não está custando caro apenas a Jair Bolsonaro.
Sérgio Moro também começa a colher os frutos amargos do sumiço inexplicado de Fabrício e sua  “história plausível” que não pode ser contada.
Até Merval Pereira, o incondicional defensor do ex-juiz, depois de admitir que o provável no caso fosse um esquema de “caixinha” montado com contribuições de servidores – onde um parlamentar costuma “cobrar um pedágio de seus funcionários”, passa o “pito” no “Eliot Ness” de Curitiba, invocando Catão, o Moço, o romano que ficou famoso por  sua intolerância com a falta de integridade moral.
Neste caso, porém, Catão não veio ao caso. Leia Merval, o surpreso:
O futuro ministro da Justiça Sérgio Moro, que terá a seu pedido, para melhor combater a corrupção, o Coaf como órgão subordinado, não deveria dizer que, para ele, a explicação do presidente eleito está dada.  Não é razoável exigir que fizesse uma crítica ao presidente ou à sua família, mas não deveria banalizar o assunto.
Se tratar assim todos os indícios de lavagem de dinheiro que aparecerem na sua frente, terá mudado de atitude diante dessas irregularidades. Logo ele, um juiz rigoroso com os mínimos indícios, e que tem demonstrado que eles, quase sempre, levam a descobertas de esquemas de corrupção graves.
Bolsonaro se elegeu, entre outras coisas, por apresentar-se como um combatente contra a corrupção. O convite a Moro para integrar seu ministério teve o sentido de reafirmar simbolicamente essa luta, e por isso foi aprovado pela opinião pública.
Não se pode ser Catão com os outros sem ser Catão consigo mesmo. 

PF deflagra operação “Matar o Morto” no apartamento de Aécio Neves

Um ano e sete meses depois da delação de Joesley Batista e da gravação com o pedido de dinheiro de Aécio Neves – no qual ele sugeria até “dar um fim” no primo Frederico, o apanhador, para que este não delatasse – a Polícia Federal está no apartamento de Ipanema, zona sul do Rio,  do ainda senador por Minas Gerais Aécio Neves.
A esta altura, só um milagre faria restar ali alguma prova de qualquer transação ilícita.
Ainda assim, desta vez a coisa não teve o espalhafato do que ocorria quando os alvos eram outros.
Nada de camburão, nada de toucas ninja, nem homens de preto carregando fuzis e muito menos “japonês” ou “lenhador hipster“.
Como você vê aí na foto do G1, agentes a paisana, discretos, que assim mesmo tiveram de esperar uma hora até serem autorizados a subir ao apartamento de Aecinho.
É claro que o errado na operação não são os trajes – nada de errado em agir com discrição, se isso fosse para todos – mas a data.
A esta altura, a operação bem poderia se chamar “Matar o Morto”.

Sérgio Acácio Moro e o “juízo de omissão”

Foi Sérgio Moro quem assumiu que, no Governo, diante de denúncias, seria dele o “juízo de consistência” (seja lá o que isso for) sobre denúncias que surgissem sobre seus integrantes e, por suposto, seu próprio chefe.
Uma espécie de continuidade, agora sem toga, do que fazia, decidindo quem deveria passar a ser objeto da perseguição (dos doutores dizem persecução, um sinônimo que soa menos chocante) judicial.
Agora, porém, Moro se limita a uma assessoria digna do famoso Conselheiro Acácio de Eça de Queirós no caso do assessor milionário da família do chefe: “tem outras pessoas que precisam prestar seus esclarecimentos e os fatos, se não forem esclarecidos, têm de ser apurados”.
Uau! “Se os fatos não forem esclarecidos, tem de ser apurados” é, realmente, uma conclusão brilhante!
E, como não é ele quem deve apurar (afinal, o senhores Bolsonaro, pai e filho, não são petistas) alguém há de apurar, um dia, quando e se “vier ao caso”.
O destemido Moro, que não hesitava em atropelar a lei e divulgar escutas telefônicas ilegais de uma presidente da República tornou-se, agora, um homem que acha que “o que existia no passado de um ministro da Justiça opinando sobre casos concretos é inapropriado”.
Se e quando o senhor Fabrício Queiroz quiser, ele contará sua “história bem plausível”.
Enquanto isso, vale o “juízo de omissão”.
copiado http://www.tijolaco.net/blog/

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