
Marcello De Vico
Do UOL, em Santos (SP)
11/12/201804h00
Ele foi comparado a Messi e hoje almeja voltar à Série A
Tiago
Luís ainda não definiu se continua no Goiás para a próxima
temporada
Uma
das lideranças do Goiás na campanha do acesso para a Série A nesta
temporada, Tiago Luís surgiu para o futebol no Santos há
mais de dez anos - após ser um dos artilheiros da Copa São Paulo de
Futebol Júnior de 2008, com oito gols. Então com 18 anos, o
atacante era titular de um time que contava com um craque em
lapidação e ainda acostumado a ficar no banco de reservas: um tal
de Neymar, que mesmo com pouca idade já chamava a atenção de todo
mundo.
Em
entrevista exclusiva ao UOL
Esporte,
Tiago Luís - hoje com 29 anos - recorda o período em que, assim
como o craque do Paris Saint-Germain, lutava para ganhar espaço na
equipe de cima do Santos. E, claro, não deixa de tirar uma casquinha
com a situação... Afinal, deixar Neymar no banco de reservas,
independentemente da idade, não é para qualquer um, certo?
"Pois
é [risos]. Isso aconteceu na Copinha, até porque ele era mais
jovem. Ali ele já era diferenciado, tanto que foi para a competição
mesmo com idade abaixo. Mas aconteceu isso sim e tenho que contar,
né?", brincou o jogador, que ainda conversa com o
ex-companheiro: "A nossa relação é muito boa e até hoje
temos contato, sempre um torcendo pelo outro"
Ele foi comparado a Messi e hoje almeja voltar à Série A
Santos
F.C (Divulgação)
"São
coisas que acontecem no futebol. Talvez não estivesse mesmo
preparado na época para tudo que aconteceu e com tanta rapidez.
Quando a gente é jovem, a cabeça é outra, mas depois vamos
amadurecendo. Mas não me arrependo de nada e só tenho a agradecer
por tudo que conquistei e tenho conquistado", acrescenta o
atacante, que lamenta não ter sido mais aproveitado pelo Santos, que
o emprestou para União Leiria (POR), Ponte e XV de Piracicaba.
"Tive
algumas chances, mas acho que faltou ter uma sequência maior. Tive
momentos em que prometeram me usar mais, mas isso não acabou
acontecendo e aí foram seguidos empréstimos. Mas levo tudo como
aprendizado. E depois que acabou meu contrato, eu segui minha
vida, consegui ter uma carreira legal e com muitas conquistas",
destaca Tiago Luís.
Messi
brasileiro?
Reprodução
"Não
incomodou em nada. Pelo contrário, foi uma grande honra. Claro que
foi criada uma grande expectativa por conta dela, mas eu sabia da
minha realidade e até onde poderia chegar. O Messi é um dos maiores
da história do futebol e ser comparado a ele no início da minha
carreira foi motivo de grande satisfação. Algo que o pessoal lembra
até hoje", conta o atacante.
Mais
um ano de conquistas
Desde
2013, quando chegou à Chapecoense, o atacante tem mantido uma
escrita de ao menos alcançar um feito relevante por ano. Na chegada
ao time de Chapecó, em 2013, fez parte da campanha no primeiro
acesso do clube à elite. Em 2014, manteve o clube na Série A, algo
que foi comemorado como um título. Nos anos seguintes, foi
vice-campeão estadual com Joinville (2015), campeão com América-MG
(2016) e Goiás (2017 e 2018), sendo que levou o prêmio de melhor
jogador do Campeonato Goiano no ano passado. E agora, para coroar a
atual temporada, o tão esperado acesso do time esmeraldino, que não
disputa a Série A do Brasileiro desde 2015.
Felipe
Oliveira/Getty Images
"É
difícil dizer se é onde estou me sentindo melhor. Posso dizer que é
um dos clubes com mais identificação na minha carreira. Mas também
tem o Santos, onde vivi muitos anos, e a Chapecoense, com grandes
momentos, acesso, permanência, e em todos esses três grandes amigos
também. Acho que os três eu posso dizer que tenho um carinho
especial, mas os outros também - exceção a ida para Portugal, que
foi muito complicada - fui feliz", acrescenta.
Sonho
de voltar a jogar a Série A
Goiás
EC/Divulgação
"Meu
contrato acaba agora no fim do ano, depois de duas temporadas aqui. A
minha intenção é de ficar, sim. Eu e minha família estamos muito
bem adaptados à cidade e ao clube, mas, se eu tiver que sair,
existem outras possibilidades e vou resolver com o que for melhor,
junto da minha família e do meu empresário", disse.
"Tenho
sonho ainda, sim, de voltar a jogar uma Série A, espero que pelo
Goiás, mas se não for que seja por algum outro grande clube do
futebol brasileiro. Eu me sinto muito bem, com apenas 29 anos, mais
maduro e preparado para grandes desafios", completou.
VEJA
MAIS TRECHOS DA ENTREVISTA
Relação
com o Goiás: "grande carinho pela torcida e pelo clube"
"A
relação é muito boa e tenho um grande carinho pela torcida e pelo
clube. Fiz grandes amigos em Goiânia, a cidade é acolhedora e minha
família também gosta muito. Com esse acesso e dois títulos
estaduais, o balanço dentro de campo também é muito positivo. Pude
exercer uma liderança legal, até pela minha experiência e também
por conhecer bem o clube. Foi algo natural e que me deixou muito
contente em ajudar assim também".
A
dor pelos amigos da Chape: "um dos momentos mais tristes da
minha vida"
"Foi
um dos momentos mais tristes da minha vida. O carinho que tínhamos
um pelo outro ali era algo diferente e fiz muitos amigos. Nós
iríamos, inclusive, viajar juntos no fim do ano, alguns jogadores e
os familiares. Fizemos isso em outras oportunidades também, então
não eram apenas colegas de trabalho, mas sim amigos mesmo. Foi uma
fatalidade e até hoje os culpados ainda não pagaram por isso.
Esperamos que isso possa acontecer, pois vidas se foram, mas muita
gente ficou aqui e precisa de respaldo. Eu mesmo procuro tentar
ajudar, mantendo contato com alguns familiares e até financeiramente
com ações, como uma que fiz no meu Instagram, arrecadando fundos.
Mas nada vai curar a dor que sentimos pela perda de grandes pessoas".
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