Petrobras: demissão voluntária atrai 8 mil e gasto cai R$ 13 bi
Plano de demissão voluntária da Petrobras atrai mais de 12% do efetivo da companhia
- Com o fim das inscrições, 8.298 empregados deixarão a empresa com indenizações que podem passar de R$ 600 mil
- Estatal espera redução de custos em mais de R$ 13 bi entre 2014 e 2018
A saída será feita de forma escalonada — em prazos entre dois e 36 meses — para "transferência de conhecimento e capacitação dos empregados mais experientes aos mais jovens", segundo a empresa.
O plano deverá gerar economia de R$ 13 bilhões entre 2014 e 2018 em estimativa conservadora, disse a empresa no comunicado. A Petrobras estimou uma provisão de R$ 2,4 bilhões no demonstrativo contábil do primeiro trimestre referente às indenizações pagas aos empregados que aderiram ao programa.
O PIDV vai pagar de R$ 180 mil a um teto de R$ 600 mil aos funcionários que aceitaram a oferta da estatal. Mas o teto poderia ser ultrapassado pelos profissionais que ficarem sete meses no processo de transição previsto pelo programa. A Petrobras chegou ao fim de 2012 com mais de 85 mil funcionários.
Após o anúncio do resultado do PIDV da Petrobras, a (FUP) ressaltou a necessidade de concursos públicos para suprir as saídas. Segundo Paulo César Martan, diretor da FUP, o sindicato já mostrou sua preocupação com a lacuna deixada pelos mais de 8 mil funcionários que deixarão a Patrobras.
— O que vamos cobrar após o resultado do plano é a reposição do efetivo através de concurso público, sem qualquer tipo de terceirização. Pelo programa deles (da empresa), serão formados grupos que deixarão a empresa em determinados períodos (entre dois a 36 meses). Essas saídas programadas estão relacionadas ao preenchimento das vagas — explicou o diretor.
Plano faz parte de reestruturação
O programa de desligamento voluntário faz parte do Programa de Otimização de Produtividade (POP), aprovado pela diretoria em janeiro. O objetivo é ajudar na geração de caixa da companhia para fazer frente aos investimentos necessários no desenvolvimento do pré-sal, de acordo com o seu Plano de Negócios 2013/2017. Atualmente, a empresa registra perdas com a defasagem dos combustíveis, já que o governo impede o reajuste de gasolina e diesel para não causar impactos na inflação.
No PIDV, foram incluídos os empregados com 55 anos de idade ou mais. Só poderiam aderir ao programa empregados já aposentados pelo INSS que permanecem trabalhando na companhia e os que possuíam tempo e idade para se aposentar pelo INSS, mas ainda não deram entrada no requerimento da aposentadoria — estes deveriam estar aposentados até o término das inscrições, em 31 de março.
Primeiro programa foi em 1998
O primeiro programa de demissão voluntária da Petrobras ocorreu em maio de 1998. Na ocasião, em meio à abertura do setor à concorrência, o plano envolvia pessoas que tinham até 20 anos de trabalho e era voltado apenas para as áreas onde havia excesso de pessoal. Em 1990, Luís Octávio da Motta Veiga, presidente da Petrobras à época, promoveu a demissão de cerca de 16 mil funcionários.
Atualmente, a Petrobras tem inúmeros programas de redução de gastos. Na área operacional, a meta é gerar uma economia de R$ 32 bilhões de 2013 a 2017. Em 2013, a meta de R$ 3,9 bilhões foi superada no terceiro trimestre, quando somou economias de R$ 4,8 bilhões.
A redução de custos da companhia também prevê menos despesas na perfuração de poços. A meta, nesse caso, é obter redução de US$ 1,4 bilhão entre 2013 e 2017 com a queda do tempo gasto na perfuração de poços, por exemplo.
copiado http://oglobo.globo.com/
Consumo de gás natural é recorde/05/2014 11h45 -
Consumo de gás natural bate recorde por acionamento de térmicas
Usinas foram ligadas por baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas.
Volume registrado é o maior desde o início da comercialização, há 23 anos.
O consumo de gás natural no Brasil em março bateu recorde histórico,
puxado pelo forte acionamento de termelétricas, que estão ligadas para
ajudar no abastecimento de energia do país em momento de baixo nível dos
reservatórios das hidrelétricas.
O consumo do produto no mês foi de 74,6 milhões de metros cúbicos por dia, em média, aumento de 2,5% em relação a fevereiro e de 7,4% ante março de 2013, informou a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) nesta segunda-feira (5).
O volume registrado em março é o maior desde o início da comercialização de gás no país, há 23 anos.
O segmento de geração elétrica apresentou aumento de 5,8% no consumo ante fevereiro, e de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
O consumo do segmento industrial aumentou 5,3% no em março na comparação anual, e 0,5% ante fevereiro. Já o consumo residencial cresceu 21,9% em relação a fevereiro, e 6,2% na comparação com março de 2013.
No setor comercial, o consumo subiu 9,4% ante março anterior e 2,76% sobre fevereiro. O segmento automotivo teve retração de 3,7% contra fevereiro e de 4,3% no ano a ano.
A região Sudeste concentra o maior consumo de gás natural do país, com volume médio diário de 51,6 milhões de metros cúbicos, seguida pelo Nordeste, com 10,1 milhões de metros cúbicos.
copiado http://oglobo.globo.com/
O consumo do produto no mês foi de 74,6 milhões de metros cúbicos por dia, em média, aumento de 2,5% em relação a fevereiro e de 7,4% ante março de 2013, informou a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) nesta segunda-feira (5).
O volume registrado em março é o maior desde o início da comercialização de gás no país, há 23 anos.
O segmento de geração elétrica apresentou aumento de 5,8% no consumo ante fevereiro, e de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
O consumo do segmento industrial aumentou 5,3% no em março na comparação anual, e 0,5% ante fevereiro. Já o consumo residencial cresceu 21,9% em relação a fevereiro, e 6,2% na comparação com março de 2013.
No setor comercial, o consumo subiu 9,4% ante março anterior e 2,76% sobre fevereiro. O segmento automotivo teve retração de 3,7% contra fevereiro e de 4,3% no ano a ano.
A região Sudeste concentra o maior consumo de gás natural do país, com volume médio diário de 51,6 milhões de metros cúbicos, seguida pelo Nordeste, com 10,1 milhões de metros cúbicos.
copiado http://oglobo.globo.com/
Nenhum comentário:
Postar um comentário