HENRIQUE ALVES RECEBEU PROPINA PELA CONTA DA CAMPANHA DE TEMER OAS pagou propina a Henrique Alves via conta da campanha de Temer, diz Procuradoria Revelação consta do pedido de prisão do ex-ministro de Temer na Operação Manus, deflagrada nesta terça-feira, 6, que mira em fraude de R$ 77 milhões nas obras da Arena das Dunas, em Natal

Revelação consta do pedido de prisão do ex-ministro de Temer na Operação Manus, deflagrada nesta terça-feira, 6, que mira em fraude de R$ 77 milhões nas obras da Arena das Dunas, em Natal

HENRIQUE ALVES RECEBEU PROPINA PELA CONTA DA CAMPANHA DE TEMER

José Cruz/Agência Brasil
Procuradoria da República no Rio Grande do Norte afirma que a OAS pagou R$ 500 mil em propina ao ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PDMB-RN), que foi preso nesta terça-feira 6, por meio da conta do então vice-presidente da República, Michel Temer; a informação está no pedido de prisão de Alves, no âmbito da Operação Manus, da PF; o pagamento ocorreu em 2014, ano em que o peemedebista se candidatou ao governo do Estado; sua campanha recebeu recursos via propina e caixa 2 pela OAS e pela Odebrecht
7 DE JUNHO DE 2017 ÀS 17:57 // 247 NO TELEGRAM Telegram
247 - A Procuradoria da República no Rio Grande do Norte revelou, no pedido de prisão do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PDMB-RN), que a OAS pagou R$ 500 mil em propina ao peemedebista por meio da conta da campanha do então vice-presidente da República, Michel Temer.
O pagamento ocorreu em 2014, ano em que Henrique Alves se candidatou ao governo do Rio Grande do Norte, mas não venceu a eleição. Sua campanha recebeu recursos via propina e caixa 2 pela OAS e pela Odebrecht, segundo a Procuradoria.
Nesta nesta terça-feira 6, ele foi preso no âmbito da Operação Manus, da Polícia Federal, que investiga desvios de R$ 77 milhões na obra da Arena das Dunas, estádio da Copa do Mundo localizado em Natal. Alves é suspeito de ter se beneficiado do esquema. As informações foram divulgadas em reportagem no blog de Fausto Macedo.
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OAS pagou propina a Henrique Alves via conta da campanha de Temer, diz Procuradoria

Revelação consta do pedido de prisão do ex-ministro de Temer na Operação Manus, deflagrada nesta terça-feira, 6, que mira em fraude de R$ 77 milhões nas obras da Arena das Dunas, em Natal

Fausto Macedo, Julia Affonso e Luiz Vassallo
07 Junho 2017 | 17h02
A Procuradoria da República, no Rio Grande do Norte, afirma que a empreiteira OAS – que integrou o cartel de corrupção na Petrobrás – pagou propina de R$ 500 mil a Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em 2014, via conta da campanha do então vice-presidente Michel Temer (PMDB). A revelação consta do pedido de prisão de Henrique Alves na Operação Manus, deflagrada nesta terça-feira, 6, que mira em fraude de R$ 77 milhões nas obras da Arena das Dunas, em Natal. O ex-ministro de Temer (Turismo) e ex-presidente da Câmara foi preso.
Em 11 de setembro de 2014, o repasse de ‘valores ilícitos’, no montante de R$ 500 mil,em forma de doação, saiu da OAS par o ‘destinatário’  Michel Elias Temer de Lulia, justamente ao candidato a vice-presidente. Desta conta, a quantia foi transferida para o diretório estadual do PMDB no Rio Grande do Norte, e de lá para a conta de Henrique Alves. Todo o fluxo do dinheiro ocorreu no dia 11 de setembro.

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Michel Temer (à esq.) e Henrique Eduardo Alves. Foto: Ed Ferreira/Estadão
Naquele ano, Henrique Alves, deputado por 11 mandatos, candidatou-se ao Governo do Rio Grande do Norte. O ex-ministro não foi eleito.
A investigação mostra que sua campanha recebeu aportes, via caixa 2 e propinas, da OAS e da Odebrecht. Os investigadores identificaram 206 ligações telefônicas entre Henrique Alves e Léo Pinheiro, presidente da OAS.

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A Operação Manus, desdobramento da Lava Jato, mira ainda outro ex-presidente da Câmara, o também peemedebista Eduardo Cunha (RJ), que já está preso em Curitiba desde outubro de 2016.
Henrique Alves e Eduardo Cunha tiveram contra si dois mandados de prisão simultâneos, um pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte e outro pela Justiça Federal em Brasília – investigação sobre fraude no FI-FGTS.
Segundo a Procuradoria, mesmo depois do fim do mandato como deputado federal, em 2015, e da saída do Ministério do Turismo, em 2016, Henrique Alves ‘continua a exercer intensa atividade política em âmbito nacional’.
“Durante as investigações, colheram-se dados, especialmente da empresa aérea Avianca, que indicam que, desde junho de 2016 até no mínimo abril de 2017, ele, apesar de não ter nenhum cargo no Governo Federal, viaja constantemente, com periodicidade praticamente semanal, entre Natal/RN e Brasília/DF”, aponta a Procuradoria.
Para a Procuradoria, os constantes deslocamentos do aliado de Temer indicam que ele ‘persiste atuando na mesma esfera de atividades na qual foram praticados os crimes ora investigados’.
“O quadro se mostra mais preocupante se se considera que, exatamente em 2016, até os dias de hoje, o partido político de Henrique Eduardo Lyra Alves, o PMDB, assumiu a Presidência da República, após processo de impeachment da anterior Chefe do Executivo nacional”, afirma a Procuradoria.
“O vice-presidente Michel Temer, correligionário de Eduardo Henrique Lyra Alves, assumiu o poder, sendo concretamente provável que o ora investigado se dirija a Brasília/DF exatamente para com ele estabelecer articulações da mais diversa ordem.”
COPIADO  http://politica.estadao.com.br/blogs

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