Trump e democratas acordam plano de infraestrutura de US$ 2 trilhões. Crescimento da zona do euro no primeiro trimestre supera expectativas

Trump e democratas acordam plano de infraestrutura de US$ 2 trilhões

AFP / Brendan SmialowskiA líder da maioria na Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, e o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, deixam a Casa Branca depois de reunião sobre infraestrutura com o presidente Trump, em 30 de abril de 2019
Líderes do Partido Democrata saíram nesta terça-feira de uma reunião com o presidente Donald Trump anunciando um acordo para investir 2 trilhões de dólares para melhorar a infraestrutura dos Estados Unidos.
"Acordamos um valor que foi muito, muito bom: 2 trilhões de dólares para infraestrutura", disse o líder democrata do Senado, Chuck Summer, dando um sinal de que ambos partidos querem chegar a um acordo que permita melhorar pontes, estradas, portos, rodovias e a banda larga de internet.
Nacy Pelosi, presidente democrata da Câmara dos Representantes, disse que os congressistas e Trump concordaram em articular um programa "grande e audacioso".

Crescimento da zona do euro no primeiro trimestre supera expectativas

AFP / STRNo acumulado de 12 meses, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro e março nos 19 países da Eurozona foi de 1,2%
O crescimento econômico na zona do euro acelerou no primeiro trimestre de 2019 a 0,4%, uma expansão dois décimos superior à registrada nos últimos três meses de 2018, anunciou nesta terça-feira a agência Eurostat.
No acumulado de 12 meses, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro e março nos 19 países da Eurozona foi de 1,2%, mesmo resultado no trimestre precedente, de acordo com a primeira estimativa da agência europeia de estatísticas.
"Os temores de uma recessão na zona do euro foram claramente prematuros", comentou Peter Vanden Houte, economista-chefe do ING, destacando também a redução do desemprego e a alta progressiva dos salários", "que estimula o consumo".
O desemprego na zona do euro recuou em março a 7,7%, seu nível mais baixo desde setembro de 2008, informou a Eurostat. A taxa se aproxima da média de 7,5% antes da crise financeira global de 2008.
No conjunto dos 28 países da União Europeia (UE), o índice de desemprego foi de 6,4% em março, 15,9 milhões de pessoas.
Os dados publicados nesta terça interrompem uma série de cifras econômicas preocupantes, que mostravam uma economia europeia fraca, afetada pelo Brexit e pela tensão comercial com os EUA, bem como uma expansão mundial mais franca.
Assim como a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu em abril a estimativa de crescimento da zona do euro para 2019, uma consequência da desaceleração na Alemanha e da estagnação da economia na Itália.
O PIB do bloco deve crescer 1,3%, contra 1,8% ano passado, de acordo com as previsões do FMI, que em janeiro projetava um avanço de 1,6% para 2019.
Apesar dos dados "alentadores" do primeiro trimestre de 2019, para Jack Allen, da Capital Economics, "o crescimento da zona do euro vai desacelerar no segundo trimestre" e apontou para uma economia mundial ainda "lenta".
- À espera da Alemanha -
Em nível nacional, a Itália, único país da zona do euro em "recessão técnica" no final de 2018, anunciou que voltou a crescer, registrando expansão de 0,2% do PIB no primeiro trimestre deste ano.
Analistas destacaran que a recessão na terceira economia da zona do euro chegou ao fim e sublinharam a aceleração do crescimento em Espanha, a quarta economia do euro, no primeiro trimestre, para 0,7%.
A França, a segunda maior economia da zona do euro, iniciou 2019 como fechou 2018, com um crescimento trimestral de 0,3%. São esperados, em 15 de maio, os dados da Alemanha, a locomotiva econômica europeia.
"De acordo com os dados já publicados, o PIB da Alemanha parece ter crescido cerca de 0,4% no primeiro trimestre", disse Allen, sobre a economia europeia mais exposta à tensão comercial global.
Para Florian Hense, do banco alemão Berenberg, "as tensões comerciais entre Estados Unidos e China dimnuíram, as notícias vindas da China sugerem que o estímulo chinês pode ter começado a funcionar" e o "risco" de um iminente Brexit sem acordo "dominuou".

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