França e Alemanha preparam maior cessão de soberania à UE
27 de novembro de 2011 • 08h49 • atualizado às 09h39
França e Alemanha preparam, em sua anunciada proposta conjunta de reforma dos Tratados da União Europeia (UE), uma maior cessão de soberania, com um reforço da cooperação intergovernamental, segundo informou neste domingo o jornal francês Le Journal du Dimanche.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, apresentará parte das ideias que negocia com a chanceler alemã, Angela Merkel, na próxima quinta-feira em Tolano, em discurso no qual explicará que a Comissão Europeia deverá ter "novos poderes supranacionais".
O jornal, que cita fontes do governo sem identificá-las, declara que Sarkozy defenderá a reforma dos Tratados que tanto ele como Merkel anteciparam na quinta-feira passada em Estrasburgo e que apresentarão a seus sócios comunitários antes do Conselho Europeu do dia 9 de dezembro. O jornal acrescenta que Sarkozy se absterá de mencionar o termo "federalismo" para a nova arquitetura que sair da reforma dos Tratados e que falará mais de "um reforço intergovernamental".
A publicação também revela que a "perda de soberania" dos Estados-Membros já causou diferenças dentro do governo francês e que o ministro de Relações Exteriores, Alain Juppé, manifestou sua oposição à possibilidade de os orçamentos dos países serem submetidos à aprovação de uma conferência intergovernamental. As fontes do jornal estimam que o procedimento para concretizar essa proposta será longo e deve durar anos.
O jornal, que cita fontes do governo sem identificá-las, declara que Sarkozy defenderá a reforma dos Tratados que tanto ele como Merkel anteciparam na quinta-feira passada em Estrasburgo e que apresentarão a seus sócios comunitários antes do Conselho Europeu do dia 9 de dezembro. O jornal acrescenta que Sarkozy se absterá de mencionar o termo "federalismo" para a nova arquitetura que sair da reforma dos Tratados e que falará mais de "um reforço intergovernamental".
A publicação também revela que a "perda de soberania" dos Estados-Membros já causou diferenças dentro do governo francês e que o ministro de Relações Exteriores, Alain Juppé, manifestou sua oposição à possibilidade de os orçamentos dos países serem submetidos à aprovação de uma conferência intergovernamental. As fontes do jornal estimam que o procedimento para concretizar essa proposta será longo e deve durar anos.
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