Eleições Europeias
Anti-euro alemães com entrada quase garantida no PE
por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral
Membros doAfD fazendo campanha por uma "Alternativa para a Alemanha"
Fotografia © Fabian Bimmer - Reuters
O partido anti-euro alemão, a novidade das europeias na Alemanha, poderá
eleger, a 25 de maio, até seis deputados para Parlamento Europeu (PE),
entre o "contingente" total do país, de 96 parlamentares, de acordo com
sondagens recentes.
"Temos orgulho em sermos
considerados populistas. Existe uma ideia generalizada na Alemanha de
que não há alternativa ao euro. Nós somos a alternativa, a Alternativa
para a Alemanha", disse Konrad Adam, ex-jornalista e cofundador do novo
partido AfD.
Menos de um ano depois de ter sido fundado, o AfD conseguiu 4,7% dos votos nas legislativas de setembro.
Nas sondagens mais recentes para as europeias, a AfD conseguiu 7% das intenções de voto, uma margem confortável relativamente ao limiar de 3% necessário para entrar no PE. Na Alemanha, os partidos têm de obter 5% dos votos para eleger deputados.
A principal mensagem do partido é desafiar a posição da chanceler alemã, Angela Merkel, de que "não há alternativa" ao euro e aos programas de resgate dos Estados-membros da UE em dificuldades.
O partido acredita que o euro é um projeto que deve desaparecer rapidamente, para benefício das economias dos países da moeda única, mas procura agora expandir a plataforma política além da questão do fim da eurozona.
Menos de um ano depois de ter sido fundado, o AfD conseguiu 4,7% dos votos nas legislativas de setembro.
Nas sondagens mais recentes para as europeias, a AfD conseguiu 7% das intenções de voto, uma margem confortável relativamente ao limiar de 3% necessário para entrar no PE. Na Alemanha, os partidos têm de obter 5% dos votos para eleger deputados.
A principal mensagem do partido é desafiar a posição da chanceler alemã, Angela Merkel, de que "não há alternativa" ao euro e aos programas de resgate dos Estados-membros da UE em dificuldades.
O partido acredita que o euro é um projeto que deve desaparecer rapidamente, para benefício das economias dos países da moeda única, mas procura agora expandir a plataforma política além da questão do fim da eurozona.
Os
líderes do AfD Bernd Lucke, economista, e Hans-Peter Hankel, antigo
presidente da Federação das Indústrias Alemãs, são firmes na rejeição de
qualquer associação com o neonazi NPD, Partido Nacional-Democrático.
Ao contrário de outros países da UE, os partidos alemães declaradamente anti-Europa mantêm uma existência política marginalizada. E, até aqui, nenhum partido tinha defendido abertamente o fim da moeda única, exceção feita ao NPD.
Os neonazis só conseguiram 1,3% dos votos nas legislativas de setembro e não deverão conseguir ultrapassar a barreira dos 3% nas europeias.
Lucke mostrou já preferir uma aliança pós-eleitoral com os conservadores britânicos e não com o eurocético Partido da Independência britânico (UKIP) - embora este esteja mais bem colocado nas sondagens do que os 'Tories'.
A liderança do AfD excluiu qualquer aliança com a Frente Nacional de Marine Le Pen (França) ou com o PVV de Geert Wilders (Holanda).
Ao contrário de outros países da UE, os partidos alemães declaradamente anti-Europa mantêm uma existência política marginalizada. E, até aqui, nenhum partido tinha defendido abertamente o fim da moeda única, exceção feita ao NPD.
Os neonazis só conseguiram 1,3% dos votos nas legislativas de setembro e não deverão conseguir ultrapassar a barreira dos 3% nas europeias.
Lucke mostrou já preferir uma aliança pós-eleitoral com os conservadores britânicos e não com o eurocético Partido da Independência britânico (UKIP) - embora este esteja mais bem colocado nas sondagens do que os 'Tories'.
A liderança do AfD excluiu qualquer aliança com a Frente Nacional de Marine Le Pen (França) ou com o PVV de Geert Wilders (Holanda).
O
partido conservador alemão CSU, irmão bávaro da União Cristã Democrata
(CDU) de Merkel, exigiu - no programa para as europeias - restrições aos
poderes de Bruxelas e a suspensão das novas adesões à UE, visando
particularmente a Turquia e a Ucrânia.
O programa da CSU traduz a perceção geral da UE no país: um corpo burocrático, que produz legislação sobre assuntos alemães, retira cada vez mais poder aos parlamentos dos Estados-membros, nada faz para travar o fluxo da imigração ilegal, "assalta" os contribuintes e resgata bancos em dificuldades.
Em janeiro, num discurso no Bundestag (parlamento), Angela Merkel afirmou que a política da UE devia "tornar a vida diária das pessoas mais fácil, não mais difícil".
No manifesto eleitoral da CDU aponta-se a necessidade de um "travão eficaz" à fúria reguladora da Comissão e a possibilidade de devolver competências de Bruxelas aos Estados-membros.
O "cabeça de lista" dos Sociais-Democratas alemães (SPD) é o presidente cessante do PE Martin Schulz, também candidato do grupo socialista europeu à liderança da Comissão Europeia.
O programa da CSU traduz a perceção geral da UE no país: um corpo burocrático, que produz legislação sobre assuntos alemães, retira cada vez mais poder aos parlamentos dos Estados-membros, nada faz para travar o fluxo da imigração ilegal, "assalta" os contribuintes e resgata bancos em dificuldades.
Em janeiro, num discurso no Bundestag (parlamento), Angela Merkel afirmou que a política da UE devia "tornar a vida diária das pessoas mais fácil, não mais difícil".
No manifesto eleitoral da CDU aponta-se a necessidade de um "travão eficaz" à fúria reguladora da Comissão e a possibilidade de devolver competências de Bruxelas aos Estados-membros.
O "cabeça de lista" dos Sociais-Democratas alemães (SPD) é o presidente cessante do PE Martin Schulz, também candidato do grupo socialista europeu à liderança da Comissão Europeia.
A
CDU apresenta como principal candidato David McAllister, antigo líder
do governo regional da Baixa Saxónia e um protegido da chanceler. O
objetivo é voltar a fazer do Partido Popular Europeu o maior da Europa e
eleger Jean-Claude Juncker líder da Comissão Europeia.
De acordo com os últimos dados, a CDU de Merkel tem 42% das intenções de voto, o SPD 27%, os Verdes 14% e o Die Linke (A Esquerda) 6%.
À questão sobre a possibilidade de a Alemanha sair do euro, 66% disseram que seria "bastante mau" para o país, 26% um passo positivo, e 17% votariam por um partido defensor do abandono da moeda única.
COPIADO http://www.dn.pt
De acordo com os últimos dados, a CDU de Merkel tem 42% das intenções de voto, o SPD 27%, os Verdes 14% e o Die Linke (A Esquerda) 6%.
À questão sobre a possibilidade de a Alemanha sair do euro, 66% disseram que seria "bastante mau" para o país, 26% um passo positivo, e 17% votariam por um partido defensor do abandono da moeda única.
COPIADO http://www.dn.pt
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