A escassos dias da
realização do referendo sobre a independência no leste da Ucrânia, o
chefe de Estado russo defende a via diplomática.
No rescaldo de uma reunião no Kremlin com o Presidente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa,
Vladimir Putin
recuou e surpreendeu dizendo que um adiamento do escrutínio favorece o
“diálogo” entre as partes: “Apelamos aos representantes do sudeste da
Ucrânia, apoiantes da federalização, para adiarem a realização do
referendo previsto para 11 de maio de forma a criar as condições
necessárias para o diálogo.”
Na receção ao também presidente suíço Didier Burkhalter, Putin propôs a procura de uma saída para a
crise na Ucrânia.
Mais ainda, referiu que as eleições ucranianas marcadas para dia 25 rde maio são “um passo da direção certa.”
O Presidente russo fez também questão de lembrar que as tropas
estacionadas junto às fronteiras com a Ucrânia, foram colocadas em zonas
de treino.
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As tropas ucranianas recuperaram o controlo da Câmara Municipal de
Mariupol, no sudeste da Ucrânia. Em redor do edifício a situação
permanece tensa, depois dos rebeldes terem…
As tropas ucranianas
recuperaram o controlo da Câmara Municipal de Mariupol, no sudeste da
Ucrânia. Em redor do edifício a situação permanece tensa, depois dos
rebeldes terem sido obrigados a abandonar as instalações. Mas de acordo
com as agências de informação locais, não foi feito qualquer disparo
durante esta operação. Além disso, já começaram a ser levantadas algumas
barricadas na cidade.
Entretanto, um dos candidatos às próximas eleições de 25 de maio,
Petro Poroshenko, esteve esta quarta-feira na Alemanha e garantiu que
“para aqueles que não entendem nem ucraniano, nem russo, nem mesmo
alemão ou inglês, deviamos encontrar uma língua que entendessem. Para
aqueles que estão a pegar em armas e a matar pessoas, para aqueles que
são terroristas, deviamos encontrar a língua certa e essa pode ser a
linguagem da força.”
A cidade de Slovyansk conhece bem essa linguagem. Esta quarta-feira
realizaram-se os funerais de cinco vítimas dos confrontos no passado dia
5: três militantes pro-russos e dois civis. Entre eles uma mulher que,
de acordo com uma amiga, “apenas foi à varanda tentar perceber se o
marido estava a regressar a casa. Quando estava a entrar foi atingida
por um tiro na cabeça”.
Na cidade bastião dos separatistas pró-russos, durante esta
quarta-feira foram registados alguns incidentes, mas não há informação
de vítimas mortais. Os rebeldes continuam a controlar o centro da cidade
e as forças ucranianas têm capital da região de Donetsk cercada e podem
estar a preparar uma nova ofensiva.
copiado http://pt.euronews.com
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