A secretária de
Estado adjunta norte-americana para a América Latina afirmou hoje que a
nova política de Washington em relação a Cuba pretende promover "maior
abertura" na ilha, com mais direitos e liberdades, mas também "capacitar
o povo cubano".
Mundo
Lusa
Roberta Jacobson falava numa conferência de imprensa em
Havana após a conclusão da primeira ronda de reuniões sobre o
restabelecimento das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e
Cuba.
A secretária de Estado adjunta, que liderou a delegação norte-americana nestas conversações, assinalou que o tema dos direitos humanos e da democracia é "crucial" para os Estados Unidos, reconhecendo que ainda existem "profundas diferenças" sobre esta questão com o governo cubano.
A representante referiu, no entanto, que estas discrepâncias não têm
de representar um obstáculo nas negociações que os dois países iniciaram
para o restabelecimento das relações diplomáticas, suspensas desde
1961, e para a reabertura de embaixadas.
Fontes da oposição cubana, citadas pela agência espanhola EFE, divulgaram que Roberta Jacobson, a mais alta representante norte-americana a visitar ilha em várias décadas, encontrou-se hoje em Havana com dissidentes cubanos, a quem expressou o compromisso dos Estados Unidos com os direitos humanos em Cuba.
A líder das Damas de Branco - movimento composto por mães e mulheres de prisioneiros políticos -, Berta Soler, não esteve presente no encontro.
Em declarações à EFE, Berta Soler explicou que decidiu não participar no encontro por considerar que a lista de convidados não estava equilibrada.
"A seleção não teve em conta a diversidade de posturas e de opiniões que existe na dissidência interna" sobre o processo de normalização das relações entre os Estados Unidos e Cuba.
Num comunicado enviado na quinta-feira pelo Departamento de Estado norte-americano, Roberta Jacobson indicou que esta primeira ronda de conversações foi marcada por "um diálogo positivo e construtivo".
"Os nossos esforços para normalizar as relações será um processo extenso que vai mais além do que o estabelecimento de relações diplomáticas ou a abertura de uma embaixada. Hoje, demos novos passos nessa nova direção", concluiu a representante, na mesma nota informativa.
Estas conversações surgem depois de o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e o Presidente de Cuba, Raul Castro, terem anunciado, a 17 de dezembro de 2014, uma aproximação histórica entre os dois países, que estão separados unicamente pelos 150 quilómetros do Estreito da Florida.
O embargo económico, comercial e financeiro contra Cuba foi imposto pelos Estados Unidos em 1962, depois do fracasso da invasão da ilha para tentar derrubar o regime de Fidel Castro em 1961, que ficou conhecido como o episódio da Baía dos Porcos.
Estas conversações na capital cubana foram os primeiros encontros oficiais após 18 meses de negociações secretas entre Washington e Havana, sob a égide do Vaticano e do Canadá.
copiado http://www.noticiasaominuto.com
A secretária de Estado adjunta, que liderou a delegação norte-americana nestas conversações, assinalou que o tema dos direitos humanos e da democracia é "crucial" para os Estados Unidos, reconhecendo que ainda existem "profundas diferenças" sobre esta questão com o governo cubano.
Fontes da oposição cubana, citadas pela agência espanhola EFE, divulgaram que Roberta Jacobson, a mais alta representante norte-americana a visitar ilha em várias décadas, encontrou-se hoje em Havana com dissidentes cubanos, a quem expressou o compromisso dos Estados Unidos com os direitos humanos em Cuba.
A líder das Damas de Branco - movimento composto por mães e mulheres de prisioneiros políticos -, Berta Soler, não esteve presente no encontro.
Em declarações à EFE, Berta Soler explicou que decidiu não participar no encontro por considerar que a lista de convidados não estava equilibrada.
"A seleção não teve em conta a diversidade de posturas e de opiniões que existe na dissidência interna" sobre o processo de normalização das relações entre os Estados Unidos e Cuba.
Num comunicado enviado na quinta-feira pelo Departamento de Estado norte-americano, Roberta Jacobson indicou que esta primeira ronda de conversações foi marcada por "um diálogo positivo e construtivo".
"Os nossos esforços para normalizar as relações será um processo extenso que vai mais além do que o estabelecimento de relações diplomáticas ou a abertura de uma embaixada. Hoje, demos novos passos nessa nova direção", concluiu a representante, na mesma nota informativa.
Estas conversações surgem depois de o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e o Presidente de Cuba, Raul Castro, terem anunciado, a 17 de dezembro de 2014, uma aproximação histórica entre os dois países, que estão separados unicamente pelos 150 quilómetros do Estreito da Florida.
O embargo económico, comercial e financeiro contra Cuba foi imposto pelos Estados Unidos em 1962, depois do fracasso da invasão da ilha para tentar derrubar o regime de Fidel Castro em 1961, que ficou conhecido como o episódio da Baía dos Porcos.
Estas conversações na capital cubana foram os primeiros encontros oficiais após 18 meses de negociações secretas entre Washington e Havana, sob a égide do Vaticano e do Canadá.
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