Agência para a ética defende punição para conselheira de Trump
Kellyane Conway fez publicidade à linha de vestuário de Ivanka Trump, filha do presidente
Reuters/Kevin Lamarque
Kellyane Conway fez publicidade à linha de vestuário de Ivanka Trump, filha do presidente
A
agência dos EUA para a ética dos titulares de cargos públicos
recomendou à Casa Branca que investigue e eventualmente puna a assessora
Kellyanne Conway, depois de esta ter feito propaganda a produtos de uma
filha de Donald Trump.
A recomendação da Agência para a Ética no Governo foi divulgada na terça-feira em carta dirigida aos advogados da Casa Branca.
No
texto, considerou-se que havia razões para acreditar que Conway violou
as normas de conduta dos funcionários governamentais, ao propagandear a
linha de moda de Ivanka Trump durante uma entrevista televisiva
divulgada na semana passada.
A recomendação desta agência é a complicação mais recente de Conway.
Na
segunda-feira, Conway afirmou, em declarações televisivas, que Michael
Flynn, então assessor de Segurança Nacional de Donald Trump, tinha a
confiança total do presidente, horas antes de Trump o despedir.
Nas
últimas semanas, Conway também mencionou um massacre, em Bowling Green,
que nunca aconteceu, e entrou em polémica pública com a cadeia
noticiosa CNN, que decidiu exclui-la de um programa dominical.
Inquirida
sobre as observações de Conway sobre Flynn, o porta-voz da Casa Branca,
Sean Spicer, afirmou na terça-feira que a decisão de Trump foi
amadurecida ao longo do tempo. "Foi um processo evolutivo e erosivo",
disse Spicer. "Quando (Trump) determina que tomou uma decisão sobre um
assunto, é quando informa o staff. Portanto, foi uma situação que se
desenvolveu".
Conway argumentou que se
tinha enganado em referência ao dito massacre e contestou que tenha sido
excluída do programa da CNN, contrapondo que estava indisponível.
Na
terça-feira, em entrevista ao programa "Today" da NBC, Conway negou que
as suas posições sobre o futuro de Flynn tenham sido inconsistentes com
a de Trump, dizendo que "ambas era verdadeiros".
Os
comentários que criaram o problema mais recente a Conway, com os
guardiães da ética, foram feitos em 09 de fevereiro, durante uma
entrevista à Fox News.
Aparecendo na
sala de imprensa da Casa Branca, Conway apelou aos espetadores que
"comprassem os produtos", antes de acrescentar que ia "fazer um anúncio
gratuito", recomendando aos telespetadores: "Vão comprá-los hoje. Podem
encontrá-los na internet".
Os
comentários ocorreram um dia depois de Trump ter distribuído uma
mensagem na rede social Twitter, em que considerava que a rede de lojas
especializadas Nordstrom tinha tratado a sua filha injustamente, ao
deixar de vender a sua linha de moda. A empresa justificou a decisão com
as baixas vendas dos produtos.
Na
carta dirigida à Casa Branca, o diretor da agência para a ética, Walter
Shaub, escreveu que os comentários de Conway parecem ser "uma clara
violação da proibição de abuso de posição".
Spicer
afirmou na semana passada que Conway tinha sido "aconselhada" em
relação aos seus comentários, mas fonte da agência para a ética
assegurou que ainda não tinha sido recebida qualquer informação sobre a
existência de qualquer ação corretiva.
Esta
agência para a ética quer que a Casa Branca responda por escrito até 28
de fevereiro o que decidiu fazer em relação a este assunto.
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