Os membros da Polícia Militar do estado do Espírito Santo não foram trabalhar este sábado, contrariando o acordo com as associações de representantes anunciado pelo governo do estado para pôr fim ao protesto que dura há oito dias.
As mulheres e mães dos militares, que não participaram na negociação com o governo, continuam a fazer piquete às portas dos quartéis e a impedir os polícias de sair. Estas manifestações têm sido vistas como uma manobra de protesto indirecta, já que os membros da Polícia Militar não podem fazer greve.
A falta de policiamento no estado brasileiro levou a uma onda de assaltos e violência que provocou mais de 137 mortos, segundo o último balanço divulgado pelo Sindicato da Polícia Civil do Espírito Santo. Esta manhã, contudo, as ruas da área metropolitana de Vitória acordaram calmas, ainda com a presença do Exército e das forças especiais nacionais.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que está em Vitória para tentar negociar uma solução, fez um apelo aos "bons" polícias para regressarem ao trabalho e às suas mulheres para "não levarem os companheiros a uma armadilha".
No acordo com as associações que representam os polícias militares do Espírito Santo, o governo não aceitou o aumento salarial exigido pelos agentes, mas ficou de apresentar uma proposta até Abril, caso as finanças do Estado o permitam.
No âmbito deste protesto, 703 polícias foram acusados do crime militar de revolta, estando em risco de serem condenados a penas de prisão entre os oito e os 20 anos, uma acusação que não cai com este acordo. Os restantes militares que participaram no protesto não sofreriam qualquer punição, caso voltassem ao trabalho às 7h deste sábado.
Este caso põe a descoberto o problema da falta de verbas para financiar os serviços públicos estaduais e municipais, onde as medidas de austeridade tem tido efeitos em serviços básicos como educação, saúde, e segurança.
A PMERJ informou, contudo, na manhã deste sábado, que não há paralisação de militares e que o patrulhamento está a ser feito normalmente na cidade.
“Não existe paralisação da Polícia Militar e sim uma mobilização de familiares, iniciada pelas redes sociais. A corporação está atenta às manifestações e conscientizando a tropa da importância da presença policial nas ruas. O patrulhamento está sendo realizado normalmente. As rendições, quando necessárias, são realizadas do lado externo e locais que apresentaram maiores problemas estão com apoio de outras Unidades”, lê-se na nota da PM, citada pela Agência Brasil.
Na mesma nota, a Polícia Militar afirmou ser "fundamental que as formas de buscar os nossos direitos não impeçam o de ir e vir dos nossos policiais, nem coloquem em risco as nossas vidas, dos nossos familiares e de toda a população".
As mulheres e mães dos militares, que não participaram na negociação com o governo, continuam a fazer piquete às portas dos quartéis e a impedir os polícias de sair. Estas manifestações têm sido vistas como uma manobra de protesto indirecta, já que os membros da Polícia Militar não podem fazer greve.
A falta de policiamento no estado brasileiro levou a uma onda de assaltos e violência que provocou mais de 137 mortos, segundo o último balanço divulgado pelo Sindicato da Polícia Civil do Espírito Santo. Esta manhã, contudo, as ruas da área metropolitana de Vitória acordaram calmas, ainda com a presença do Exército e das forças especiais nacionais.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que está em Vitória para tentar negociar uma solução, fez um apelo aos "bons" polícias para regressarem ao trabalho e às suas mulheres para "não levarem os companheiros a uma armadilha".
No acordo com as associações que representam os polícias militares do Espírito Santo, o governo não aceitou o aumento salarial exigido pelos agentes, mas ficou de apresentar uma proposta até Abril, caso as finanças do Estado o permitam.
No âmbito deste protesto, 703 polícias foram acusados do crime militar de revolta, estando em risco de serem condenados a penas de prisão entre os oito e os 20 anos, uma acusação que não cai com este acordo. Os restantes militares que participaram no protesto não sofreriam qualquer punição, caso voltassem ao trabalho às 7h deste sábado.
Este caso põe a descoberto o problema da falta de verbas para financiar os serviços públicos estaduais e municipais, onde as medidas de austeridade tem tido efeitos em serviços básicos como educação, saúde, e segurança.
Protestos continuam no Rio de Janeiro
No estado do Rio de Janeiro, as mulheres de polícias militares mantiveram os protestos, iniciados na sexta-feira, que impedem a saída dos agentes para o trabalho. De acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), grupos de familiares dos polícias estão concentrados à frente de 29 unidades.A PMERJ informou, contudo, na manhã deste sábado, que não há paralisação de militares e que o patrulhamento está a ser feito normalmente na cidade.
“Não existe paralisação da Polícia Militar e sim uma mobilização de familiares, iniciada pelas redes sociais. A corporação está atenta às manifestações e conscientizando a tropa da importância da presença policial nas ruas. O patrulhamento está sendo realizado normalmente. As rendições, quando necessárias, são realizadas do lado externo e locais que apresentaram maiores problemas estão com apoio de outras Unidades”, lê-se na nota da PM, citada pela Agência Brasil.
Na mesma nota, a Polícia Militar afirmou ser "fundamental que as formas de buscar os nossos direitos não impeçam o de ir e vir dos nossos policiais, nem coloquem em risco as nossas vidas, dos nossos familiares e de toda a população".
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