Governistas tentam antecipar, mas CCJ confirma sabatina de Moraes na próxima terça
Relator diz que Alexandre de Moraes tem “formação técnica
adequada” e apoio da sociedade para assumir a vaga de Teori no Supremo.
Jucá queria antecipar decisão para esta semanaHá, ainda, denúncias de plágio em sua produção acadêmica.
Pedro França/Agência Senado
Com a ausência do presidente da CCJ, Edison Lobão, quem comandou a reunião foi o vice, Antônio Anastasia
Desde que teve o nome anunciado como o candidato de Michel Temer para a vaga de Teori Zavascki no STF, Moraes virou alvo de críticas e ataques de opositores. Na semana passada, o ministro licenciado da Justiça se reuniu com senadores, alguns deles investigados na Lava Jato e no Supremo, em um barco em pleno Lago Paranoá, em Brasília. Há, ainda, denúncias de plágio em sua produção acadêmica. Ele também é questionado por sua ligação com o PSDB, partido do qual se desfiliou na semana passada, e por ter advogado para uma cooperativa suspeita de ser um braço do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das principais facções criminosas do país.
Para se aproximar dos senadores, Moraes tem visitado gabinetes e conversado com parlamentares. Ao que tudo indica, o governo não terá dificuldades em aprovar o nome do novo ministro. Se virar ministro, Moraes herdará cerca de 7,5 mil processos que eram conduzidos por Teori Zavascki. Não terá, porém, a relatoria dos processos da Lava Jato, que passaram de Teori para Edson Fachin.
Em seu relatório, Braga evitou comentar as polêmicas em torno do candidato. Segundo ele, Alexandre de Moraes tem “atividade intensa nas áreas do direito constitucional, direito administrativo e direito penal, especialmente relacionada a temas como proteção aos direitos fundamentais, funcionamento das instituições democráticas e combate à corrupção”. O relator ressaltou o número de publicações acadêmicas de Alexandre de Moraes, como livros e artigos científicos. O senador afirmou, ainda, que Moraes tem vasta experiência profissional, com atuação em diferentes frentes na advocacia privada, no Poder Executivo, no Poder Judiciário e no Ministério Público.
Leia a íntegra do relatório
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