Bomba explode durante cerimônia em memória de vítimas de massacre nas Filipinas

3/11/2011 - 03h05

Bomba explode durante cerimônia em memória de vítimas de massacre nas Filipinas

DA EFE
Uma bomba explodiu sem deixar vítimas e outras quatro foram desativadas pela polícia nesta quarta-feira nas Filipinas, perto do local onde há exatos dois anos ocorreu o massacre de 57 pessoas, em meio às cerimônias de memória da tragédia, informam fontes policiais.
O superintendente Marcelo Pintac, diretor policial da província de Maguindanao, afirmou que as bombas foram instaladas de madrugada em um raio de três quilômetros ao redor do local onde, no dia 23 de novembro de 2009, 57 pessoas foram sequestradas e assassinadas durante um evento político.
O governo e as autoridades locais organizaram nesta terça-feira vários atos de homenagem às vítimas, 32 delas funcionários de meios de comunicação.
"Parece que o objetivo das bombas era assustar ou matar alguns dos presentes à celebração", destacou o coronel Leopoldo Galon, porta-voz militar.
O governador da província, Esmael Mangudadatu, que perdeu vários parentes no massacre, cancelou sua participação no ato por motivos de segurança devido à explosão.

Noel Celis/France Presse
Guardas descansam em frente a penitenciária de segurança máxima com suspeitos de massacre
Guardas descansam em frente a penitenciária de segurança máxima com suspeitos de massacre

Um esquadrão de mais de 100 pistoleiros sequestrou e depois executou, mutilou e enterrou em valas comuns os 57 integrantes mortos da caravana eleitoral de Mangudadatu, que meses depois foi eleito governador.
O principal suspeito pelo massacre é Andal Ampatuan Jr., membro de uma notória dinastia que controlava a província e que pretendia eliminar Mangudadatu da corrida eleitoral contra seu pai.
Entre os 197 acusados pelo massacre, estão Andal Ampatuan, o patriarca da família, três irmãos e um tio, além de vários policiais.
Cerca de 100 acusados seguem em liberdade por falta de provas. O julgamento sobre o massacre, que inclui o depoimento de cerca de 500 testemunhas, avança com lentidão.
Familiares das vítimas apresentaram nesta terça-feira uma denúncia contra a ex-presidente filipina Gloria Macapagal Arroyo por "cumplicidade" com alguns dos principais acusados, segundo fontes judiciais.
Os Ampatuan eram grandes aliados de Arroyo. Assim como ela, o patriarca, Andal, é acusado de manipular as eleições legislativas de 2007.
A ex-presidente permanece desde sexta-feira sob custódia policial em um hospital de Manila, onde se recupera de uma operação da coluna vertebral. Copiado :http://www1.folha.uol.com.br/mundo/10

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