Carta a líderes europeus Putin avisa que Rússia pode cortar o gás Ucrânia pode dar amnistia se pró-russos depuserem armas Kiev anuncia que vai deixar de bombear gás russo


Carta a líderes europeus
Putin avisa que Rússia pode cortar o gás

Putin avisa que Rússia pode cortar o gás


A Rússia pode deixar de fornecer gás à Ucrânia caso o país não regularize os seus problemas financeiros, afirmou o Presidente russo Vladimir Putin, numa carta enviada a 18 líderes europeus e hoje divulgada...


por AFP, traduzido e editado por Patrícia Viegas
Putin avisa que Rússia pode cortar o gás
Fotografia © Reuters
A Rússia pode deixar de fornecer gás à Ucrânia caso o país não regularize os seus problemas financeiros, afirmou o Presidente russo Vladimir Putin, numa carta enviada a 18 líderes europeus e hoje divulgada pelo Kremlin.
O grupo russo Gazprom "vai ser obrigada a passar ao pré-pagamento do fornecimento de gás e, em caso de violação das condições de pagamento, parar totalmente ou parcialmente de fornecer gás", escreveu Putin, na missiva, cujo conteúdo está a ser citado pela AFP.
"A única saída é realizar, sem demoras, consultas ao nível dos ministros da Economia, das Finanças e da Energia para pôr em marcha medidas conjuntas de estabilização da economia da Ucrânia e para assegurar que o fornecimento e o trânsito de gás russo é feito no estrito respeito pelas condições contratuais", acrescenta Putin.
"A Rússia está disposta a participar na estabilização e na recuperação da economia ucraniana. Não é de maneira unilateral, mas sim em pé de igualdade com os nosso parceiros europeus. Levando em conta os investimentos e as despesas que suportou durante muito tempo a Rússia no seu apoio à Ucrânia", acrescentou.
Na sua carta, refere a AFP, Putin afirma que "subvencionou a economia da Ucrânia através das reduções do preço do gás ao longo dos últimos quatro anos num total de 35,4 mil milhões de dólares [25,6 milhões de euros]". E lembra: "A Rússia também deu um empréstimo à Ucrânia, em dezembro de 2013, no valor de três mil milhões de dólares".
Falando hoje em Moscovo, capital da Rússia, Putin indicou ainda que decidiu anexar a Crimeia à Rússia depois de ter acesso ao resultado de sondagens que foram feitas secretamente. "Eu tomei essa decisão de maneira definitiva uma vez que a opinião da população se tornou evidente", disse o chefe do estado russo. "Não tínhamos previsto um tal desfecho. Mas, francamente, poderíamos imaginar que a população pensava assim, embora não estivéssemos seguros", acrescentou.

"Nas primeiras sondagens que, digo francamente, foram feitas em segredo, os números eram muito próximos da realidade", afirmou Putin, citado também pela AFP, sem citar, no entanto, em que data foram realizadas tais sondagens. "A primeira mostrou que quase 80% da população da Crimeia apoiava a anexação pela Rússia e, ainda mais, Sebastopol", cidade portuária do mar do Negro onde está baseada a frota russa. Durante o referendo, de 16 de março, "os números subiram para 97%. É um resultado extraordinário", explicou, em Moscovo.
COPIADO  http://www.dn.pt

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