FHC joga no impeachment com ardil e dissimulação
No domingo, em artigo, o ex-presidente já havia deixado suas digitais na articulação do golpe contra Dilma. Ele enalteceu as qualidades do Poder Judiciário e toda a sua importância para a democracia, mas colocando os juízes num pedestal acima dos poderes Legislativo e, especialmente, Executivo. O ato seguinte foi assistir, de camarote, às repercussões do parecer de Gandra.
Bem ao seu estilo de não comprometer-se diretamente com seus próprios atos – até hoje FHC não admite que teve qualquer responsabilidade no apagão energético ocorrido em seu governo -, Fernando Henrique não admitiu, inicialmente, que o pedido do parecer tivesse sido uma iniciativa de um funcionário do Instituto FHC. Mas foi descoberto.
Agora, quando questionado sobre o tema pelo qual está batalhando, FHC diz que a matéria não é política, mas técnica. Trata-se de nova dissimulação. O próprio Ives Gandra, em seu parecer, afirma, com todas as letras, que, mesmo tendo encontrado argumentos jurídicos para responsabilizar Dilma pela corrupção na Petrobras e, assim, apeá-la do cargo de presidente da República, ainda por esse caminho 'o impeachment é político'.
FHC diz que não, que a matéria é jurídica. Exatamente como defendeu em seu artigo dominical.
O certo é que, com esses ardis e dissimulações, o ex-presidente conseguiu o que queria – tumultuar um momento complexo jogando, com todas as suas fichas, na derrubada de Dilma, dentro da tese do quanto pior, melhor.
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