Brasil
Governo e polícias chegam a acordo no estado do Espírito Santo
Governo e polícias chegam a acordo no estado do Espírito Santo
Polícias carregam o corpo de uma vítima da violência em Vitória, no estado do Espírito Santo
| REUTERS/Paulo Whitaker
127
morreram na última semana devido à violência nas ruas no estado do
Espírito Santo. Polícias deverão voltar à rua até às 7 horas da manhã de
sábado.
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Os representantes dos
polícias militares e do Governo do Estado de Espírito Santo chegaram a
acordo, esta sexta-feira à noite: se os polícias voltarem às ruas às
sete da manhã de sábado não serão punidos. O secretário estadual de
Direitos Humanos, Júlio César Pompeu, pediu ao os polícias que
"conversem com suas esposas" e voltem ao trabalho.
A
negociação não chegou a acordo quanto aos reajustes salariais, mas
ficou decidido que o Governo vai desistir das ações judiciais contra as
associações policiais e formar uma comissão para regulamentar a carga
horário dos polícias. No entanto, segundo a imprensa brasileira, o
indiciamento de 703 PM pelo crime de revolta, anunciado mais cedo, não
será extinto, avisou o secretário.
O
estado do Espírito Santo está sem polícia desde sexta-feira passada, dia
3. Os familiares dos polícias militares estão em protesto contra as
condições de trabalho desta classe e têm impedido a saída dos polícias
dos batalhões e quartéis. A falta de policiamento deu origem a uma onda
de violência sem precedentes, causando 127 mortos, segundo o Sindicato
dos Políciais Civis do Espírito Santo. Esta semana, mais de 300 lojas
foram assaltadas em todo o estado e mais de 170 veículos foram roubados.
Em declarações à rede Globo,
as mulheres dos PM criticaram o facto de não terem sido convocadas para
esta reunião. Uma das manifestantes que ocupam a porta do Batalhão de
Missões Especiais, em Vitória, garantiu que a luta não terminou por
aqui: "Eles não podem fechar um acordo sendo que o movimento é das
mulheres. Não tinha nenhuma de nós lá. (...) O movimento continua, agora
é que começam as negociações porque conseguimos mobilizar
representantes do Governo Federal", disse, referindo à presença no
Estado do ministro da defesa, Raul Jungmann, prevista para este sábado.
Ao
longo da semana, o governo chegou a chamar o movimento de "greve
branca", já que a Constituição não permite que militares tomem este tipo
de atitude. "Quem fez juramento de honra, de defesa da sociedade, são
os policiais militares. Não são suas esposas", disse o secretário.
Hoje,
o presidente Michel Temer disse, num comunicado, que condena "a
paralisação ilegal da polícia militar que atemoriza o povo capixaba" e
afirmou que "o direito à reivindicação não pode tomar o povo brasileiro
refém"
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