Brasil não pode seguir receituário da oposição, diz deputado

Economia

"Brasil não pode seguir receituário da oposição", diz deputado

Brasil | 16/11/2014


 16 de novembro de 2014 - 9h13

Brasil não pode seguir receituário da oposição, diz deputado 

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) usou a tribuna da Câmara, esta semana, para denunciar a perversidade da concentração de renda que permeia a sociedade brasileira e mundial. Ele disse que a continuidade do processo de desenvolvimento do Brasil é o grande desafio que está colocado nesse contexto. “O caminho pelo qual optamos fez crescer a economia e incluiu socialmente milhões de pessoas. Portanto, não podemos e não devemos aceitar esse receituário da oposição”.


Os 85 mais ricos do mundo têm metade do PIB mundial. Quer dizer, 85 pessoas têm o equivalente ao que tem 3,5 bilhões de habitantes da Terra.   Os 85 mais ricos do mundo têm metade do PIB mundial. Quer dizer, 85 pessoas têm o equivalente ao que tem 3,5 bilhões de habitantes da Terra.  
Em seu discurso, o parlamentar lembrou que cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encontra-se nas mãos de 15 famílias. Para ele, esse é um dado que, por si só, revela o grau de concentração de renda no País. Fernando Ferro analisou que esse capitalismo hegemônico aumentou de 1% para 9% a renda dos mais ricos nos últimos 35 anos, citando como exemplo os Estados Unidos, que possui um contingente de 46 milhões de pessoas na pobreza.

“Na escala planetária, os 85 mais ricos do mundo – vejam que dado estarrecedor – têm metade do PIB mundial. Quer dizer, 85 pessoas têm o equivalente ao que tem 3,5 bilhões de habitantes da Terra. É esse modelo que está na raiz dos problemas que estamos vivendo. E aqui fica a se cobrar que o Brasil siga esse receituário”, refutou o petista.

Fernando Ferro questionou a lógica da oposição. “Qual é a retórica? Quando você gasta com saúde, educação, Bolsa Família, chama-se despesas públicas. Quando você trabalha para pagar juros, chama-se responsabilidade fiscal. Essa é a essência da diferença de como lidar com
vidas humanas”, enfatizou.

O deputado fez questão de frisar que tudo isso conta com a conivência da mídia brasileira. “O Brasil está submetido a um esquema de mídia atrasada, aos coronéis da mídia”, afirmou. De acordo com o deputado, algumas revistas e emissoras de televisões vivem de recursos do Estado brasileiro. Para ele, esse é mais um tema sobre o qual a sociedade precisa se debruçar.

Da Redação em Brasília
Com PT na Câmara

copiado  http://www.vermelho.org.br/

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