Cameron e Abbott pedem a Putin para mudar de atitude em relação à Ucrânia
por LusaHoje
Fotografia © REUTERS/Mark Nolan
Declarações dos chefes de governo numa conferência de imprensa conjunta
são feitas na véspera da deslocação do presidente russo à cimeira do
G20, no sábado e domingo em Brisbane.
O primeiro-ministro britânico,
David Cameron, pediu hoje a Vladimir Putin para parar de atacar a
Ucrânia e o seu homólogo australiano, Tony Abbott, acusou o presidente
russo de procurar restaurar a "glória perdida do czarismo".
As declarações dos chefes de governo numa conferência de imprensa conjunta são feitas na véspera da deslocação do presidente russo à cimeira do G20, no sábado e domingo em Brisbane, no leste da Austrália, e numa altura em que os ocidentais evocam a ameaça de novas sanções contra Moscovo devido ao conflito ucraniano.
Falando no parlamento australiano, Cameron advertiu a Rússia de que arrisca novas sanções se não se comprometer a resolver o conflito na Ucrânia, uma ex-república soviética onde forças pró-russas controlam regiões russófonas no leste do país.
"Se a Rússia adotar uma abordagem positiva em relação à liberdade e à responsabilidade da Ucrânia, as sanções podem ser levantadas. Se a Rússia continuar a fazer piorar a situação, as sanções podem intensificar-se. É tão simples como isto", sublinhou Cameron.
O primeiro-ministro australiano, por seu turno, pediu a Putin para "fazer 'mea culpa'" em relação ao despenho do avião da Malaysia Airlines em julho, numa zona controlada por rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia, que causou 298 mortos, alguns dos quais australianos.
As declarações dos chefes de governo numa conferência de imprensa conjunta são feitas na véspera da deslocação do presidente russo à cimeira do G20, no sábado e domingo em Brisbane, no leste da Austrália, e numa altura em que os ocidentais evocam a ameaça de novas sanções contra Moscovo devido ao conflito ucraniano.
Falando no parlamento australiano, Cameron advertiu a Rússia de que arrisca novas sanções se não se comprometer a resolver o conflito na Ucrânia, uma ex-república soviética onde forças pró-russas controlam regiões russófonas no leste do país.
"Se a Rússia adotar uma abordagem positiva em relação à liberdade e à responsabilidade da Ucrânia, as sanções podem ser levantadas. Se a Rússia continuar a fazer piorar a situação, as sanções podem intensificar-se. É tão simples como isto", sublinhou Cameron.
O primeiro-ministro australiano, por seu turno, pediu a Putin para "fazer 'mea culpa'" em relação ao despenho do avião da Malaysia Airlines em julho, numa zona controlada por rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia, que causou 298 mortos, alguns dos quais australianos.
O
avião foi abatido por um míssil fornecido pela Rússia, segundo os
ocidentais, o que Moscovo desmente, "apontando o dedo" às forças
ucranianas.
Criticando o crescimento das atividades militares de Moscovo, Tony Abbott adiantou que a Rússia mostra a sua força como não fazia há muito tempo, referindo o aparecimento esta semana de vários navios da marinha russa a norte das costas australianas.
"Quer se trate de atacar a Ucrânia, da intensificação dos voos de aviões militares no espaço aéreo do Japão e dos países europeus, da força naval que está agora no Pacífico Sul, a Rússia está muito mais segura de si agora", assinalou Abbott.
O chefe do governo australiano considerou que "a Rússia seria muito mais interessante se aspirasse a ser uma superpotência de paz, liberdade e prosperidade, em vez de tentar restaurar a glória perdida do czarismo ou da União Soviética".
copiado http://www.dn.pt/
Criticando o crescimento das atividades militares de Moscovo, Tony Abbott adiantou que a Rússia mostra a sua força como não fazia há muito tempo, referindo o aparecimento esta semana de vários navios da marinha russa a norte das costas australianas.
"Quer se trate de atacar a Ucrânia, da intensificação dos voos de aviões militares no espaço aéreo do Japão e dos países europeus, da força naval que está agora no Pacífico Sul, a Rússia está muito mais segura de si agora", assinalou Abbott.
O chefe do governo australiano considerou que "a Rússia seria muito mais interessante se aspirasse a ser uma superpotência de paz, liberdade e prosperidade, em vez de tentar restaurar a glória perdida do czarismo ou da União Soviética".
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