Congo Estudo aponta para eventual nova estirpe de Ébola

22:30 - 07 de Novembro de 2014


Um estudo hoje divulgado pelo Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) aponta para a eventualidade de o vírus do Ébola que se regista na República Democrática do Congo ser uma nova estirpe da febre hemorrágica.
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Estudo aponta para eventual nova estirpe de Ébola
Lusa
Segundo uma nota da instituição francesa divulgada na sua página de Internet, a nova investigação "confirma que a epidemia do Ébola resulta de uma estirpe local do vírus diferente da que predomina na parte Ocidental do continente" africano, nomeadamente, na Serra Leoa, Libéria, Guiné Conacri e Nigéria.
"Embora este resultado mostre que as duas epidemias não estejam interligadas, ilustra com que velocidade a doença terá surgido. Por isso, é urgente que nós entendamos apenas como a doença se espalha", referem os investigadores. De acordo com a nota, a OMS registou o surto de febre hemorrágica no norte da República Democrática do Congo no dia 24 de agosto.
A investigação foi realizada pelo IRD em parceria com o Instituto Pasteur, o Centro Nacional para a Pesquisa Científica (CNRS), Centro Internacional de Pesquisas Médicas (CIRMF) no Gabão, Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas (INRB) na República Democrática do Congo e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Além disso, parece muito semelhante ao que se alastrou na República Democrática do Congo e Gabão entre 1995 e 1997", afirma a equipa de investigadores das seis instituições de pesquisa, incluindo a agência das Nações Unidas.
Contudo, "a epidemia está circunscrita", garantem os investigadores, assinalando que este "resultado significa que o surto do Congo é derivado de uma deformação local, que pode ser controlada".
"Esta epidemia começou no dia 26 de julho de 2014, quando uma mulher se sentiu doente alguns dias após ter entrado em contacto com cadáver de um macaco encontrado morto na floresta. Até à data, 70 casos foram confirmados, incluindo 42 mortes assinalados, representando uma taxa de mortalidade de cerca de 60%, semelhante a observada na África Ocidental. O pico da epidemia foi observada na semana de 24 de agosto de 2014", garante o estudo.
"Graças às medidas de proteção implementadas pelas autoridades sanitárias congolesas - isolamento de pacientes, proteção de pessoal médico, a consciencialização das pessoas para evitar o contato corporal - a epidemia parece agora estar contida", concluiu a nota do Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento.
A epidemia de febre hemorrágica Ébola já matou quase 5.000 pessoas em oito países, de um total de 13.268 casos identificados, segundo um novo balanço da OMS divulgado hoje.
Este balanço, com dados recolhidos até 04 de novembro, precisou que 4.960 pessoas perderam a vida na sequência da infeção com o vírus Ébola em oito países: Libéria, Guiné-Conacri, Serra Leoa, Nigéria, Senegal, Mali, Estados Unidos e Espanha.
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