Dilma: preocupação com acesso a energia e educação foram diferenciais do G20 Jovens - Educação é o exercício da cidadania e crescimento de uma vida com dignidade.
A presidente Dilma
Rousseff destacou, em entrevista coletiva neste domingo (16), em
Brisbane, na Austrália, que a definição da universalização do acesso à
energia e à educação como instrumentos de promoção do desenvolvimento
mundial foram principais avanços da reunião de cúpula do G20.“O
diferencial desse G20 foi o fato de [haver] uma preocupação grande com
os processos de universalização. No caso da energia e no caso
fundamental da educação. E isso, do ponto de vista econômico, eu
acredito também que é uma grande vantagem. Nós não podemos achar que
economia não tem esse componente social”, destacou.
Na avaliação
da presidente, o Brasil aprendeu e ensinou ao mundo nos últimos anos que
acesso a educação e energia são fundamentais para crescimento econômico
e desenvolvimento social de uma nação. Segundo Dilma, o Brasil é
referência internacional, tanto por garantir o acesso de 99,4% da
população brasileira a serviços de energia como pelo estímulo ao
desenvolvimento de energia alternativa realizado no Brasil.
Para a
presidente Dilma Rousseff, a centralidade das discussões sobre a
necessidade de universalização do acesso à educação foi um dos
principais diferenciais dessa reunião. “A educação, além de forma de
inclusão social, é também uma forma de difusão do progresso em toda a
sociedade”, afirmou.
O encontro teve como temas centrais de
discussão o crescimento econômico e a expectativa pela ampliação da
oferta de empregos no mundo nos próximos anos, além da otimização do
comércio bilateral entre os países. Fotografia oficial dos líderes da cúpula do G20Crescimento econômico no mundo
A
presidente Dilma Rousseff reconheceu que o crescimento econômico
internacional na Europa e no resto do mundo em 2014 não ocorreu como as
principais economias mundiais esperavam.
Segundo a presidente, a
criação de empregos continua sendo o principal problema econômico e
social em todas as economias desenvolvidas da Europa e já também da Ásia
e da própria América Latina. Nesse sentido, Dilma destacou que o Brasil
tem posição privilegiada no cenário internacional, pois o País tem
conseguido manter taxa elevada de emprego. Segundo a presidenta, a
expectativa é que a oferta de empregos no Brasil seja ampliada nos
próximos anos.
Dilma destacou ainda a expectativa dos líderes
mundiais pela ampliação do comercio internacional como estímulo e
garantia de um nível mais elevado da atividade econômica no mundo.
Segundo ela, para isso é fundamental “destravar” o comércio
internacional. Reforma do FMI
Dilma revelou que
ministros da Fazenda do G20 buscarão “soluções alternativas” para que a
reformulação das cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI) ocorra nas
próximas rodadas de negociação, em Doha. A presidente defendeu mais
“peso” aos países em desenvolvimento no Fundo.
“É fundamental
reconsiderar a relação de forças internacionais nas relações com o Fundo
de modo a dar mais importância ao papel dos países emergentes, por isso
podemos procurar soluções alternativas para garantir que essa nova
correlação de forças se reflita na relação com o Fundo Monetário”,
ressaltou.
copiado http://www.jb.com.br/economia
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