22:44 - 18 de Novembro de 2014
O Congresso dos
deputados espanhol aprovou hoje uma proposta a favor do reconhecimento
da Palestina como Estado independente, tornando-se o terceiro da Europa a
pronunciar-se neste sentido nas últimas semanas, depois dos do Reino
Unido e da Irlanda.
Mundo
Lusa
O texto final da resolução, em que a câmara baixa do
parlamento espanhol "insta o Governo a reconhecer a Palestina como
Estado", votada pelos 322 deputados, foi aprovada com 319 votos a favor,
uma abstenção e dois contra, noticiou hoje o diário espanhol El País.
Embora as votações em Espanha, no Reino Unido e na Irlanda não sejam vinculativas, todas têm um grande significado político, o que motivou a comparência nos respetivos parlamentos de convidados de embaixadores de países árabes e do representante da Autoridade Palestiniana. Entretanto, a embaixada de Israel em Espanha advertiu para os riscos de um pronunciamento como este.
Numa sessão em que foram recordadas as recentes votações a favor dos parlamentos britânico e irlandês, os diferentes grupos políticos iniciaram as suas intervenções condenando o atentado ocorrido hoje de manhã numa sinagoga de Jerusalém, em que quatro cidadãos israelitas morreram e dois palestinianos foram abatidos a tiro pela polícia israelita.
Todos os partidos se manifestaram também de acordo quanto à importância deste reconhecimento como ferramenta necessária para impulsionar a reconciliação no conflito israelo-palestiniano.
O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel García Margallo, tomou a palavra pouco antes da votação para agradecer o consenso das formações partidárias e expressar "a esperança do Governo em que a histórica sessão de hoje" servisse para "desemperrar um processo de negociações que está há muitos anos emperrado".
O chefe da diplomacia espanhola comprometeu-se também a que Espanha, como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, impulsione "um diálogo para a paz, a segurança e o desenvolvimento de uma região que está a sofrer há muito tempo".
A titular da pasta dos Negócios Estrangeiros no Governo de Zapatero (PSOE), Trinida Jiménez, a primeira porta-voz a intervir na sessão plenária de hoje, e a responsável pela negociação com representantes do Governo o texto final apresentado, salientou que "o reconhecimento do Estado palestiniano é a melhor solução para promover a paz", através de uma resolução que "não é a favor de ninguém, nem contra ninguém".
A hipótese de se alcançar um consenso dentro da União Europeia parece remota, pelo que Espanha procurará coordenar-se com outros Estados membros, como França, cuja Assembleia Nacional votará a 28 de novembro uma resolução muito semelhante à espanhola.
.COPIADO http://www.noticiasaominuto.com/
Embora as votações em Espanha, no Reino Unido e na Irlanda não sejam vinculativas, todas têm um grande significado político, o que motivou a comparência nos respetivos parlamentos de convidados de embaixadores de países árabes e do representante da Autoridade Palestiniana. Entretanto, a embaixada de Israel em Espanha advertiu para os riscos de um pronunciamento como este.
Numa sessão em que foram recordadas as recentes votações a favor dos parlamentos britânico e irlandês, os diferentes grupos políticos iniciaram as suas intervenções condenando o atentado ocorrido hoje de manhã numa sinagoga de Jerusalém, em que quatro cidadãos israelitas morreram e dois palestinianos foram abatidos a tiro pela polícia israelita.
Todos os partidos se manifestaram também de acordo quanto à importância deste reconhecimento como ferramenta necessária para impulsionar a reconciliação no conflito israelo-palestiniano.
O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel García Margallo, tomou a palavra pouco antes da votação para agradecer o consenso das formações partidárias e expressar "a esperança do Governo em que a histórica sessão de hoje" servisse para "desemperrar um processo de negociações que está há muitos anos emperrado".
O chefe da diplomacia espanhola comprometeu-se também a que Espanha, como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, impulsione "um diálogo para a paz, a segurança e o desenvolvimento de uma região que está a sofrer há muito tempo".
A titular da pasta dos Negócios Estrangeiros no Governo de Zapatero (PSOE), Trinida Jiménez, a primeira porta-voz a intervir na sessão plenária de hoje, e a responsável pela negociação com representantes do Governo o texto final apresentado, salientou que "o reconhecimento do Estado palestiniano é a melhor solução para promover a paz", através de uma resolução que "não é a favor de ninguém, nem contra ninguém".
A hipótese de se alcançar um consenso dentro da União Europeia parece remota, pelo que Espanha procurará coordenar-se com outros Estados membros, como França, cuja Assembleia Nacional votará a 28 de novembro uma resolução muito semelhante à espanhola.
.COPIADO http://www.noticiasaominuto.com/
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