Fenprof admite avançar para greve geral no dia da prova de professores BRASIL - Deveria ter Prova de avaliação dos professores.


A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) admite vir a fazer greve nacional ao serviço relacionado com a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), que se realiza a 19 de dezembro...
  • Prova de avaliação dos professores marcada para 19 de dezembro

    Fenprof admite avançar para greve geral no dia da prova de professores

    por LusaHoje
    Fenprof admite avançar para greve geral no dia da prova de professores
    Fotografia © MIGUEL A. LOPES/LUSA

    A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) admite vir a fazer greve nacional ao serviço relacionado com a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), que se realiza a 19 de dezembro.

    "O que vamos fazer é discutir com os colegas qual a disponibilidade que têm e se a disponibilidade for para nesse dia 19 haver uma greve nacional de professores a todo o serviço relacionado com a PACC, pois então nesse dia haverá greve e a Fenprof assume, e provavelmente outros sindicados também, que faz a entrega do pré-aviso de greve", disse à Lusa o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.
    O Ministério da Educação e Ciência (MEC) divulgou hoje as datas em que serão realizadas a componente comum e a específica da PACC, uma prova necessária para os professores sem vínculo e com menos de cinco anos de serviço se poderem candidatar a dar aulas nas escolas.
    No ano passado, o dia da prova foi marcado por greves e boicotes que levaram a que muitos docentes não a realizassem e a componente específica nunca chegasse a ser realizada.
    Os docentes avançaram com providências cautelares que levaram à suspensão do processo e, só no final do ano letivo, os tribunais voltaram a permitir a realização da prova.
    "Recordo que, em julho, o MEC anunciou a PACC com cinco dias de antecedência com o objetivo de impedir, porque os prazos já não davam, que se realizasse uma greve dos professores a esse serviço. Como foi apanhado, a tempo e horas, o MEC foi obrigado, com um mês de antecedência, a anunciar a realização da prova", disse hoje Mário Nogueira.
    Este ano, a componente geral da prova está marcada para 19 de dezembro e as componentes específicas, que variam consoante as áreas disciplinares ou grupos de recrutamento dos docentes, começam a 1 de fevereiro.
    O Boicote&Cerco - Movimento Nacional de Professores também já se mostrou disponível para "ajudar a dinamizar todas lutas possíveis que os professores decidirem democraticamente realizar para travar esta prova ignóbil", referem em comunicado enviado para a Lusa.
    Já o presidente da Associação Nacional de Professores Contratados (ANVPC), César Isael Paulo, considera que "as ações de protesto terão de ser, acima de tudo, para continuar a desmontar que esta prova não tem implicações nenhumas no aumento da qualidade do sistema de ensino público e que é acima de tudo uma obsessão deste ministério".
    À Lusa, César Paulo criticou o MEC por marcar "a data na agenda em cima do joelho" e voltou a defender que a PACC não têm qualquer influência na melhoria da qualidade do ensino uma vez que, num universo de mais de 100 mil professores, "foram menos de 400 os docentes que realizaram a PACC e estão agora colocados nas escolas".
    Para a associação, a data da prova surge mais para distrair as pessoas enquanto "o ministério prepara o processo de municipalização do ensino".
    Os professores devem inscrever-se durante a próxima semana no site do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) para poder realizar a prova.
    Sob forte contestação, a componente geral da prova realizou-se pela primeira vez em dezembro de 2013, tendo-se inscrito 13.551 docentes mas validadas apenas 10.220 provas.
    Em agosto, o IAVE divulgou os resultados da prova: 8.747 candidatos ficaram aprovados (85,6% do total); 37,2% dos docentes não cometeram erros ortográficos, sendo que 10% dos erros estavam relacionados com o novo acordo ortográfico.
    COPIADO  http://www.dn.pt/

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