Gullar repete 1964 e propõe golpe democrático
Gullar agora propõe a derrubada da presidente Dilma, reeleita há menos de um mês, e ascensão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao poder também como uma forma de salvar o regime democrático.
Leia trechos abaixo:
Começou a mudar?
Não posso adivinhar
qual será o desfecho desta história que começou com a morte
surpreendente de Eduardo Campos, desdobrou-se na ascensão de Marina
Silva, depois com o crescimento da candidatura de Aécio Neves e concluiu
com a vitória de Dilma Rousseff sobre ele, pela diferença de apenas 3
milhões de votos.
Será que esse é o final do processo ou, na realidade, o começo de uma nova etapa da história política brasileira? (....) Ao
que tudo indica, se a campanha eleitoral terminou, a luta pela mudança
radical da situação nacional continua. O descontentamento que se
manifestou em junho do ano passado parece ter ganho, agora, definição e
objetivo, e mais que isso, uma liderança.
De
fato, o que ocorreu em junho de 2013 foi a expressão espontânea de parte
da classe média contra o lamentável quadro político do país. Os
sucessivos escândalos e a sombra da impunidade sempre presente
resultaram nas manifestações de protesto que, sem liderança definida,
não teriam maiores consequências.
Não
obstante, assustou a classe política e, particularmente, os petistas, o
que levou Dilma, extemporaneamente, a propor um plebiscito para uma nova
Constituinte.
Um
ano se passou, e chegaram as eleições. A campanha eleitoral contribuiu
para que aquele descontentamento se definisse e ganhasse rumo: tirar o
lulapetismo do poder já seria um passo adiante no rumo das mudanças que
se fazem necessárias. Nessa conjuntura, o papel desempenhado por Aécio
Neves, como candidato da oposição ao governo petista, fez dele o
intérprete desse descontentamento e, possivelmente, o líder da luta pela
mudança.
Claro
que a mudança que se faz necessária tem que contar com o apoio não
apenas da opinião pública – que é decisiva – mas de forças políticas
consideráveis, que ainda estão ligadas ao governo. De qualquer modo, não
se trata de buscar soluções antidemocráticas mas, sim, ao que tudo
indica, mudar para preservar a democracia.
Gullar sugere, de forma velada, que o
PSDB trabalhe para cooptar forças políticas ainda aliadas ao PT e
trabalhe pelo golpe parlamentar – assim como se fez recentemente no
Paraguai.copiado http://www.brasil247.com/pt/
Nenhum comentário:
Postar um comentário